Terça-feira, 27 de fevereiro de 2024

Operação conjunta da Polícia Civil evita prejuízo de quase R$ 3 milhões a rede hoteleira

O grupo investigado hackeava sites com vulnerabilidades para roubar informações de milhares de cartões de compradores.

Postado em: 17-11-2021 às 09h30
Por: Ícaro Gonçalves
Imagem Ilustrando a Notícia: Operação conjunta da Polícia Civil evita prejuízo de quase R$ 3 milhões a rede hoteleira
O grupo investigado hackeava sites com vulnerabilidades para roubar informações de milhares de cartões de compradores | Foto: Nathan Sampaio

As Polícias Civis de Goiás e Rio Grande do Norte iniciaram em conjunto uma operação para desmantelar quadrilha que efetuava fraudes com cartões de crédito de terceiros. Segundo a PCGO, os investigados tentarem aplicar golpe de quase R$ 3 milhões a uma rede hoteleira goiana.

O grupo hackeava sites com vulnerabilidades para roubar informações de milhares de cartões de compradores, e após isso, fazia compras com as informações. Foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão em endereços na cidade de Caraúbas (RN), visando a coleta de informações relacionadas às fraudes.

A investigação policial começou em 14 de julho deste ano, quando foram detectadas 42 mil tentativas de reservas em um site pertencente a uma rede hoteleira do estado de Goiás. A ação policial evitou o prejuízo aproximado de R$ 2.900.000,00 à empresa vítima.

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Os suspeitos usavam scripts maliciosos para realizar a checagem de Códigos de Verificação e Validade (CVV’s) de cartões de crédito em sites com pouca segurança. Após a validação dos códigos, os cartões eram utilizados em compras fraudulentas pela internet.

A Operação recebeu o nome de CVV Checker, e as investigações ocorreram por meio da Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Cibernéticos do Estado de Goiás (DERCC) – com apoio da Secretaria de Operações Integradas do Ministério da Justiça e Segurança Pública (SEOPI-MJSP), através do Laboratório de Operações Cibernéticas (CIBERLAB).

Se condenados pelos crimes de invasão de sistema informático para obtenção de informação sigilosa e estelionato por fraude eletrônica, os envolvidos poderão ser presos por até 13 anos.

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