Casal acusado de divulgar mais de 50 mil cartões de crédito clonados é preso em Goianira

Postado em: 17-12-2021 às 11h02
Por: Ícaro Gonçalves
O homem de 24 anos é considerado o segundo no ranking de criminosos que revelam cartões de crédito clonados no Brasil | Imagens: Divulgação/ PCGO

A Polícia Civil de Goiás (PCGO) cumpriu na manhã desta quinta-feira (17/12) dois mandados de prisão contra um casal de Goianira acusado de invadir sistemas de informação e clonar mais de 50 mil cartões de crédito. Segundo a PCGO, o homem de 24 anos e sua esposa, de 23, viviam uma vida de luxo sustentada pelos golpes financeiros praticados.

As prisões ocorreram em meio a Operação “Black Cake”, realizada pela Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Cibernéticos (DERCC), com o apoio da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (CORE/GT3). Além das prisões, foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão. Na residência dos investigados, a PCGO encontrou dezenas de aparelhos celulares, computadores e demais objetos que auxiliarão nas investigações.

A investigação policial durou cerca de quatro meses. A DERCC identificou que o casal de moradores de Goianira são apontados como responsáveis pelos crimes de invasão de sistema informático e furto mediante fraude. O homem preso é reconhecido na internet pelo nickname “Vellasc Silva”, utilizado por ele para identificá-lo como o segundo colocado no ranking nacional de criminosos dedicados a revelar dados de cartões de crédito clonados.

Após gerar listas que ultrapassavam 50 mil números confirmados de cartões de crédito de vários bancos, o investigado as comercializava ou realizava “doações” dos números pela internet. Já sua esposa, que também foi presa, auxiliava o marido nas práticas criminosas e também era responsável por comercializar virtualmente diversos aparelhos eletrônicos e smartphones, obtidos com o lucro das práticas criminosas.  

Ainda segundo a investigação, o casal ostentava vida de luxo, através da propriedade de imóveis, veículos de alto valor, Jet Ski e viagens de lazer com grandes custos, tudo bancado por dinheiro oriundo das práticas criminosas.

A operação foi batizada com o nome “Black Cake” porque a imagem fotográfica do bolo de aniversário do preso demonstrava uma decoração composta por vários cartões de crédito black.

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