Ministério da Saúde monitora surto de Influenza em Rio Verde

MS investiga 30 casos de H3N2 em Rio Verde, sem previsão de retorno a Brasília.

Postado em: 22-12-2021 às 07h51
Por: Daniell Alves
MS investiga 30 casos de H3N2 em Rio Verde, sem previsão de retorno a Brasília. | Foto: Reprodução/Internet

Após 30 casos confirmados da variante H3N2 em Goiás, o Ministério da Saúde (MS) começou a monitorar os casos com uma equipe especializada ontem (21) na cidade de Rio Verde, com 15 confirmados. Estão no município além da equipe do MS, dois técnicos da Superintendência de Vigilância em Saúde (Suvisa) e da Regional de Saúde de Rio Verde Sudoeste 1. Os agentes estão investigando cada caso, junto às unidades de Saúde. Foi realizado levantamento do local onde foram infectados os pacientes, onde  moram e com quem estiveram, além de estratégias para a população se imunizar. 

“Os técnicos irão apoiar na descrição dos casos e reforçar recomendações de prevenção e controle junto às autoridades sanitárias locais. A proposta é levantar informações sobre os casos e verificar se existe ou não a ocorrência de surto. O prazo para a investigação dependerá das informações disponíveis”, diz nota do MS. 

A Saúde do município monitora, ainda, 22 casos suspeitos que estão aguardando resultado de exames. De acordo com a Secretária Municipal de Saúde (SMS) de Rio Verde, as 15 pessoas que foram diagnosticadas com a doença, estão sendo medicados, passam bem e estão fazendo o tratamento em casa.

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A pasta tinha informado que Rio Verde registrou 14 casos, mas houve uma divergência devido à desatualização do sistema do MS, que foi invadido por hackers. 

O problema deve ser resolvido o mais rápido possível. O Estado registrou 10 casos em Goiânia e um cada de seis cidades: Anápolis, Aparecida de Goiânia, Caçu, Porangatu e Trindade. 

Prevenção 

Diante deste cenário, a Secretaria de Estado da Saúde (SES) emite alerta para os municípios. A recomendação é para reforçar as medidas de prevenção da doença. O órgão ressaltou ainda que o estado tem uma baixa cobertura vacinal, com 73,3% da população imunizada contra a gripe.

“Habitualmente em cada ano temos a circulação de mais de um tipo de influenza concomitantemente, como Influenza A H1N1 , Influenza A H3N2 e Influenza B. Espera-se que o influenza tenha um comportamento sazonal e que a virulência da cepa circulante contribua para o aumento das hospitalizações e mortes”, diz a nota da SES. Segundo a pasta, a evolução dos casos é muito variada, indo de pessoas sem sintomas a formas mais graves, como desconforto respiratório, passando por febre, cansaço, tosse e dores no corpo.

Vacina

A vacina contra a nova variante do vírus influenza H3N2, a Darwin, deve chegar no país no primeiro semestre de 2022. O Instituto Butantan deu iniciou à preparação dos bancos virais para atualizar o imunizante contra essa nova variante, que vem causando surtos no país. A previsão é que a produção dos Insumos Farmacêuticos Ativos (IFAs) tenha início em janeiro e que os imunizantes só fiquem prontos em março, dentro do prazo estabelecido para o início da campanha de vacinação da gripe no país.

Enquanto isso, a recomendação para as pessoas se prevenirem continuam sendo as mesmas já tomadas contra o Coronavírus, alerta a Superintendente de Vigilância em Saúde de Goiás, Flúvia Amorim. “Uso de máscara, higienização das mãos e vacinação contra a gripe”, pontua. (Especial para O Hoje). 

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