Polícia conclui investigações sobre homicídio de idosa no Hugo; duas pessoas são indiciadas

Postado em: 18-04-2022 às 09h38
Por: Jennifer Neves
O morador de rua responsável por cometer o crime e o vigilante do hospital foram, respectivamente, acusados de homicídio qualificado e culposo | Foto: Reprodução

A Polícia Civil encerrou as investigações sobre a morte da idosa de 75 anos, Neuza Cândida, no último dia 7 de abril, dentro do Hospital de Urgências de Goiás (Hugo), que estava internada em estado grave. Duas pessoas foram indiciadas pelo crime. 

Ficou concluído que o homem em situação de rua, Ronaldo do Nascimento,47, foi acusado por homicídio qualificado, já que a vítima já estava debilitada e não tinha condições de defesa. Segundo o acusado, ele não conhecia a vítima e não tinha a intenção de matá-la, mas de ajudar a idosa. Entretanto, ele assumiu o risco de manipular os equipamentos do leito dela, especialmente os das vias aéreas, sem ter autorização ou conhecimento técnico. Apesar de Neuza ter sido morta asfixiada, a investigação não encontrou indícios de enforcamento.

O segundo acusado é um vigilante que prestava serviço de forma terceirizada ao hospital. De acordo com a Polícia, ele deixou de observar os protocolos básicos de segurança e autorizou a entrada de Ronaldo em área restrita do hospital. Como o vigilante não agiu com o objetivo de matar a idosa, foi sentenciado por homicídio culposo. Segundo testemunhas, Ronaldo teria dito que era filho adotivo da idosa e teria sido flagrado em cima da paciente até ela parar de se mexer e respirar.

Ele alegou que é usuário de drogas desde os 14 anos e que começou a tomar bebida alcoólica quando tinha apenas quatro anos.

Ainda, segundo o delegado responsável pelo caso, Rhaniel Almeida, o acusado de matar a idosa possivelmente tem problemas psiquiátricos, o que deve ser confirmado em um exame. Ele falou que no momento teve um lapso e acreditou que a paciente era a mãe dele, que parecia muito fisicamente com a mãe dele, que tinha falecido, e que ele quis ajudar essa senhora”. 

“Ele falou que no momento teve um lapso e acreditou que (a paciente) era a mãe dele, que parecia muito fisicamente a mãe dele, que tinha falecido, e que ele quis ajudar essa senhora”, contou Rhaniel Almeida.

Compartilhe: