Caso Valério Luiz: jurado passa mal e júri é adiado para 5 de dezembro

Um jurado do caso Valério Luiz passou mal durante o julgamento desta terça-feira (14) e júri foi adiado mais uma vez –

Postado em: 14-06-2022 às 10h12
Por: Francisco Costa
É o quarto adiamento do julgamento (Foto: Reprodução)

Um jurado do caso Valério Luiz passou mal durante o julgamento desta terça-feira (14) e júri foi adiado mais uma vez – quarta vez. A nova sessão, que ainda nem tinha começado, foi marcada para o dia 5 de dezembro.

A expectativa era que seis testemunhas, sendo uma da acusação e o restante da defesa, fossem ouvidas nesta terça. Na segunda-feira (13), quatro pessoas falaram.

Atualização

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O Tribunal de Justiça de Goiás informou por nota que, alem de passar mal, o jurado também quebrou o isolamento.

“O juiz Lourival Machado informa que um dos jurados que compunha o Conselho de Sentença no caso Valério Luiz passou mal durante a madrugada e saiu do hotel.

O mal-estar e a falta de condições para participar da sessão foram constatados, já em plenário, por médico do TJGO.

Ressalta ainda que não há necessidade de segurança no hotel, visto que qualquer tipo de ameaça a jurado já invalidaria sua participação, que precisa ser isenta.

A manutenção da incomunicabilidade é feita por oficial de justiça. No entanto, observa que não houve qualquer prejuízo processual, uma vez que foi dissolvido o Conselho de Sentença.”

Caso Valério Luiz

Valério Luiz foi morto em julho de 2012. Segundo o Ministério Público, o radialista foi assassinado por ter feito críticas que teriam desagradado o empresário Maurício Sampaio, que fazia parte da direção do Atlético Goianiense.

Além de Maurício Borges Sampaio – acusado suspeito de ser o mandante -, foram denunciados: Ademá Figuerêdo Aguiar Filho (acusado dos disparos que mataram o jornalista), Djalma Gomes da Silva (acusado de auxiliar no planejamento e atrapalhar as investigações), Marcus Vinícius Pereira Xavier (também acusado do planejamento) e Urbano de Carvalho Malta (acusado de contratar o policial militar Ademá Figueiredo).

Como foi o primeiro dia

Deram depoimento: o delegado Hellyton Carvalho, que esteve à frente das investigações e remeteu o inquérito à Justiça; o publicitário Alípio Ferreira Nogueira, que trabalhou com Valério; o radialista André Isac da Silva, que também atuou com a vítima; e o advogado e cronista esportivo Daniel de Almeida Santana, diretor, à época, da rádio em que Valério trabalhava.

Durante sua fala, Hellyton disse, entre outras coisas, que o única inimizade que Valério tinha era Maurício Sampaio, um dos acusados pelo assassinato. A defesa de Sampaio, por sua vez, citou que a prova que considerava mais importante, o celular do jornalista, não foi encontrada.

Ao questionar o delegado onde o telefone estava, ele disse não saber. Alípio, a segunda testemunha, afirmou ter chegado ao local 1min30 após ouvir os disparos. De acordo com ele, encontrou um dos réus na cena do crime, Urbano de Carvalho Malta.

Já André disse que, após críticas de Valério ao Atlético-GO – clube do qual Maurício era dirigente -, o radialista e Sampaio passaram a ter uma rixa recorrente. Daniel, por fim, afirmou que as críticas do radialista eram pesadas e diretas, mas também ocorriam a outros clubes.

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