Goiás é considerado o 4º maior Polo Aeronáutico do país

Aeroporto de Goiânia recebeu segunda edição do maior evento nacional de aviação, a AviationXP.

Postado em: 03-07-2022 às 08h21
Por: Alexandre Paes
Aeroporto de Goiânia recebeu segunda edição do maior evento nacional de aviação, a AviationXP | Foto: Reprodução/ Alexandre Paes

Nesta semana Goiânia recebeu a 2ª edição do maior evento de aviação nacional, a AviationXP. O encontro aconteceu nos dias 29 e 30 de junho, e reuniu diversos players do mercado de aviação geral, com exposição de aeronaves, produtos, serviços e debates de temas pertinentes à aviação na região Centro-Oeste. Esse ano a exposição foi no antigo terminal de embarque do Aeroporto Santa Genoveva.

Devido ao grande sucesso da edição de 2021, o evento de negócios iniciou as vendas para este ano com 80% dos espaços disponíveis já comercializados. Para se ter uma ideia do potencial de negócios, durante os dois dias de evento no ano passado, o público presente chegou a 2.200 visitantes, movimentando um valor de US$ 8 milhões em acordos fechados, dentre eles a venda de aeronaves, áreas para construção de hangares e outros.

“O Centro-Oeste é um dos principais destaques do país quando se trata de aviação geral, principalmente impulsionada pelo agronegócio, que é a principal atividade econômica da região. A edição do ano passado revelou a grande oportunidade de negócios que existe no mercado e a necessidade de eventos desse porte que possibilitem a conexão entre as grandes empresas do setor”, afirmou Gledson Castro, diretor da G2C Events, organizadora da Aviation XP.

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Entre os potenciais da aviação, participaram alguns profissionais de aviação, donos de aeronaves, empresas de táxi aéreo, autoridades, administradores de aeroportos, empresas de ground handling, produtores do agronegócio e outros.

Atualmente Goiás conta com diversas empresas no ramo aeronáutico, dentre elas a Tecnam, fabricante italiana de aeronaves, Pilatus/Synerjet, Vulcanair/Baburich, Cirrus/Plane Aviation, Piper/JP Martins, Aerian, Global Parts, Diamond Aviação, Aeromecânica, CCR, Razac, Dancor Seguros, Antares Polo Aeronáutico, Helipark, entre outras.

“Nosso objetivo é apresentar ao estado a dinamicidade da atual gestão do aeroporto Santa Genoveva para aviação geral como a maior operadora privada do país em número de aeroportos, no total de 16, com áreas, infraestrutura e expertise para o desenvolvimento de hangares, sejam privados ou para empresas do setor. Com isso, queremos expandir o número de usuários e os serviços prestados, aéreos e aeroportuários, em nossa rede”, destacou William Vaz de Alencar, Gerente de Negócios Aéreos da atual administradora do Aeroporto de Goiânia.

Empresas do setor tem migrado para Goiás em busca de aplicação comercial

Muitas empresas que participaram do evento destacam que a pandemia impulsionou o setor aéreo comercial e executivo devido as demandas da internet. Uma delas é a Antares Polo Aeronáutico, estreante no estado. “O setor aéreo ganhou uma notoriedade principalmente na aviação executiva em função da extinção de voos comerciais durante a pandemia. Isso serviu para que nosso empreendimento ganhasse mais corpo”, comentou Marcos Alberto Luís de Campos, diretor da empresa.

“Temos a honra de participar de mais uma edição da AviationXP, um evento importante para fomentar a aviação da região Centro-Oeste, que possui grande potencial de geração de negócios”, disse Rodrigo Neiva, Diretor Comercial da nova empresa que vai investir em um polo aerodinâmico do entorno de Aparecida de Goiânia.

O projeto do empreendimento foi revisado para tornar o Antares um aeroporto público privado, com foco no atendimento ao e-commerce e à aviação regional. A pista de pouso passará de 30m para 45m de largura para receber aeronaves de maior porte. Já o PCN (Número de Classificação do Pavimento) passa de 30 para 45. 

Para se ter uma ideia da força da região centro-oeste no setor, no ano de 2020 a aviação geral conectou 2.243 aeródromos em todo o país, segundo dados do Anuário Brasileiro de Aviação Civil. Desse total, os estados do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul foram responsáveis por 11% das conexões cada, ficando atrás apenas do estado de São Paulo, com 23% das conexões.

Quando se trata de Aeródromos Privados (sem considerar helipontos e helidecks – onde os helicópteros utilizam para pouso e decolagem), a maior parte se encontra no Centro-Oeste, com destaque também para o Mato Grosso (524) e Mato Grosso do Sul (437).

Já em relação à frota, o Centro-Oeste conta com 2.968 aeronaves convencionais, 193 helicópteros, 492 turboélices, 140 jatos e 5 anfíbios. As aeronaves do tipo turboélice foram as que tiveram maior aumento na região, com 16 unidades a mais em 2020.

Investidores do setor movimentaram cerca de US$ 8 milhões em negócios fechados | Foto: Reprodução/ Alexandre Paes

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