Goiás tem 7 casos notificados de varíola dos macacos; veja quando é considerado suspeito

Os primeiros sintomas além das lesos podem ser dor de cabeça, dores musculares e nas costas, linfonodos inchados, calafrios ou cansaço

Postado em: 07-07-2022 às 09h08
Por: Rodrigo Melo
Os primeiros sintomas além das lesos podem ser dor de cabeça, dores musculares e nas costas, linfonodos inchados, calafrios ou cansaço | Foto: Divulgação/NIAID

A Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES) informou nesta quinta-feira (7/7) que no Estado há 7 casos suspeitos de varíola dos macacos (Monkeypox). Dois casos foram descartados por critério laboratorial. De acordo com a pasta, cinco casos suspeitos seguem em investigação e seus contatos próximos estão sendo rastreados e monitorados pela Vigilância Epidemiológica Municipal. Até o momento, o Estado não tem casos confirmados de Monkeypox. 

O primeiro caso suspeito em Goiás tratavasse de uma mulher de 43 anos, moradora de Goiânia, que teve contato com uma pessoa de outro município do interior de Goiás, que apresentava sinais semelhantes. 

 A SES explicou os critérios para definição de caso suspeito da varíola dos macacos sendo indivíduo de qualquer idade que, a partir de 15 de março de 2022, apresente início súbito de erupção cutânea (lesões na pele) aguda sugestiva de Monkeypox. Elas podem ser única ou múltipla, em qualquer parte do corpo (incluindo região genital), associada ou não a adenomegalia ou relato de febre.

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Os primeiros sintomas também podem ser dor de cabeça, dores musculares e nas costas, linfonodos inchados, calafrios ou cansaço. De um a três dias após o início dos sintomas, as pessoas desenvolvem lesões de pele, geralmente na boca, pés, peito, rosto e ou regiões genitais.

Leia também: Brasil tem 106 casos de varíola dos macacos confirmados

Histórico de casos suspeitos

Também são critérios para definição histórico de viagem a país endêmico ou com casos confirmados de Monkeypox nos 21 dias anteriores ao início dos sintomas.

É investigado se pessoa teve vínculo epidemiológico com:

  • Pessoas com histórico de viagem a país endêmico ou país com casos confirmados de Monkeypox, desde 15 de março de 2022, nos 21 dias anteriores ao início dos sinais e sintomas OU
  • Casos confirmados de Monkeypox, desde 15 de março de 2022, nos 21 dias anteriores ao início dos sinais e sintomas ou histórico de contato íntimo com desconhecido/a (s) e/ou parceiro/a(s) casual (is), nos últimos 21 dias que antecederam o início dos sinais e sintomas.

Transmissão da varíola dos macacos

A varíola dos macacos é uma doença viral rara causada pelo vírus hMPXV (Human Monkeypox Virus, na sigla em inglês). Ela é transmitida pelo contato próximo com uma pessoa infectada e com lesões de pele. O contato pode ser por abraço, beijo, massagens ou relações sexuais. A doença também é transmitida por secreções respiratórias e pelo contato com objetos, tecidos (roupas, roupas de cama ou toalhas) e superfícies utilizadas pelo doente.

Exames

O processo de investigação da Monkeypox em Goiás inclui a coleta de amostras do paciente e o encaminhamento das mesmas para o Laboratório Estadual Central de Saúde Pública Dr. Giovanni Cysneiros (Lacen-GO). Algumas amostras para diagnóstico diferencial são analisadas no próprio Lacen e outras, encaminhadas pelo Lacen ao laboratório da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

O processo de investigação também contempla a busca ativa de contatos e o isolamento do paciente.

Preparo para a contenção do vírus

Não há tratamento específico, mas os quadros clínicos costumam ser leves, sendo necessários o cuidado e a observação das lesões. O maior risco de agravamento acontece, em geral, para pessoas imunossuprimidas com HIV/AIDS, leucemia, linfoma, metástase, transplantados, pessoas com doenças autoimunes, gestantes, lactantes e crianças com menos de 8 anos.

A SES informou que tem realizado capacitações rotineiras com os profissionais da saúde (médicos, enfermeiros e outros) voltados à identificação de casos suspeitos, diagnóstico, manejo clínico, coleta e envio de amostras e tratamento e outros protocolos.

Uma dessas capacitações foi realizada no dia 29 de junho, com participação de especialistas da área médica, de epidemiologia e vigilância laboratorial. 

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