Após denúncia de Mauro Rubem ao MP, Prefeitura marca data para entrega de kits escolares

Após denúncia do vereador Mauro Rubem (PT) sobre o atraso do repasse de kits escolares adquiridos pela Secretaria Municipal de Educação (SME), a Prefeitura de Goiânia prevê a entrega dos uniformes para o início do segundo semestre letivo.

Postado em: 11-07-2022 às 17h40
Por: Ana Bárbara Quêtto
Dependendo da faixa etária, os kits contam com camiseta, calças, tênis, jaqueta, pares de meia e mochila. | Foto: Reprodução

Após denúncia do vereador Mauro Rubem (PT) sobre o atraso do repasse de kits escolares adquiridos pela Secretaria Municipal de Educação (SME), a Prefeitura de Goiânia prevê a entrega dos uniformes para o início do segundo semestre letivo. Mauro notificou o Ministério Público de Goiás (MPGO) na última quinta (7/7).

Estima-se que cerca de 108 mil alunos da rede municipal de ensino recebam os itens escolares. Assim, ao todo, 630.628 itens devem ser distribuídos para as 374 instituições de ensino do município. Dependendo da faixa etária, os kits contam com camiseta, calças, tênis, jaqueta, pares de meia e mochila.

Em março deste ano, os uniformes foram apresentados pelo prefeito Rogério Cruz durante a inauguração do Centro Municipal de Educação Infantil (Cmei) Vila Areião. Entretanto, segundo Mauro, em outubro de 2021a SME firmou contrato sem licitação com a empresa Paulo Rogério Szimkiewicz Eireli.

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Esse contrato, com o valor total de R$ 15.607.862,74, previa a produção e entrega de tênis e uniformes. Posteriormente, os itens seriam repassados às escolas pela Secretaria. Inclusive, a Prefeitura divulgou a entrega dos materiais, mas, grande parte das escolas não os recebeu.

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Cestas básicas vencidas

Na última quarta-feira (6/7), Mauro Rubem também apresentou ao MP o caso, divulgado pelo portal G1 Goiás, a respeito das 21 mil cestas básicas da Prefeitura que permaneceram três meses em um galpão da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e perderam validade. 

A Conab chegou a avisar a administração municipal sobre a validade dos produtos, mas nenhuma providência foi tomada. Cada cesta básica custou R$ 84,57, totalizando R$ 2,2 milhões. Após as denúncias, a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Humano e Social (Sedhs), iniciou na última quinta (7/7) a entrega das cestas. 

Segundo a pasta, os pacotes de açúcar que estavam com validade vencida no galpão da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estão sendo substituídos, para garantir a segurança alimentar das famílias.

“Já estamos apurando a situação para verificar, junto aos responsáveis, o que aconteceu. De acordo com a licitação, o prazo de validade mínimo para os produtos era de seis meses, e a entrega ocorreu em março. Ou seja, de março até agora não se passaram seis meses”, afirmou o prefeito Rogério Cruz sobre a denúncia.

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