Mulher condenada por matar amante a facadas é condenada a 9 anos de prisão

O crime aconteceu em outubro de 2020 em Goiânia, no Setor Real Conquista.

Postado em: 09-08-2022 às 15h54
Por: Victória Vieira
A sessão de julgamento teve início durante a manhã, no Fórum Criminal da capital | Foto: Divulgação/Tribunal de Justiça de Goiás

O júri popular sobre o caso de Vanusa Lima da Cruz, mulher que foi acusada de matar o amante Erlan Correa da Silva a facadas, foi realizado nesta terça-feira (9/8). O crime aconteceu em outubro de 2020 em Goiânia, no Setor Real Conquista. De acordo com informações, para eliminar qualquer suspeita e resquício de sangue, a ré teria lavado o piso e paredes da casa onde o assassinato ocorreu.

A sessão de julgamento teve início durante esta manhã, no Fórum Criminal da capital e contou com a participação do juiz Jesseir Coelho de Alcântara, da 3ª Vara dos Crimes Dolosos contra a Vida.

O processo alega que Cruz e o marido vivam em uma união estável há mais de 14 anos e tiveram três filhos. Entretanto, no dia do assassinato eles tiveram uma discussão, com isso, a mulher saiu para se divertir e se encontrar com o amante. A relação com o homem perdurou por 2 anos.

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Logo após ficarem bêbados, eles seguiram para a casa de Vanusa. Chegando no local, a mulher deferiu diversas facadas na cabeça de Erlan. Então, com a ajuda de um cúmplice, ela arrastou o corpo da vítima até o quintal da residência e o escondeu no interior de uma cama box, junto com outros objetos. Depois disso, a acusada lavou os pisos de casa e parede para tirar a sujeira de sangue.

Segundo um levantamento do Ministério Público de Goiás (MPGO), os elementos materiais encontrados na cena do crime, como o corpo de Erlan, indicam que ele estava em um momento de descanso, ou seja, completamente imóvel quando foi atingido.

“A conduta que levou à condenação de fraude processual foi pelo fato de ela ter mexido na cena do crime, colocando o corpo da vítima em uma cama box, lavado o sangue da vítima do chão e parede”, explicou Alcântara.

O órgão ainda destaca que a denunciada utilizou de recurso que dificultou a defesa do ofendido. A decisão é que Vanusa Lima da Cruz permaneça 9 anos, 2 meses e 10 dias em regime fechado.

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