Viaduto da T-63 passa por recomposição de dois pilares e tem data de liberação do tráfego

De acordo com a Seinfra, após a retirada das placas e aplicação da argamassa, será emitido o laudo de segurança técnica, para que o tráfego seja liberado

Postado em: 10-08-2022 às 08h41
Por: Rodrigo Melo
De acordo com a Seinfra, após a retirada das placas e aplicação da argamassa, será emitido o laudo de segurança técnica, para que o tráfego seja liberado | Foto: Seinfra

A Secretaria da Infraestrutura de Goiânia (Seinfra), continua com trabalho no Viaduto João Alves de Queiroz, na Avenida T-63, após 25 dias em que foi colocado fogo na estrutura. Até o momento, foi verificado que não houve problema estrutural. No entanto, em dois pilares será preciso retirar a camada de recobrimento e recompor com argamassa de alta resistência, cuja espessura varia entre 2 cm e 3 cm.

Essa argamassa de alta resistência precisa ser inserida em pequenas camadas, em função de sua fluidez. É necessário aguardar um tempo de cura de cada etapa de até dois dias para movimentar a forma para a etapa seguinte. Esse trabalho é feito em cada pilar, que tem cerca de 11 metros quadrados de forma.

Ao ser finalizado o processo de retirada de placas e aplicação da argamassa, segundo a Seinfra, será emitido o laudo de segurança técnica, para que o tráfego da parte superior do viaduto possa ser liberado. A permissão deve ocorrer no prazo previsto Seinfra de 12 dias, a partir desta quarta-feira (10/8).

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Relembre a história

O complexo do Viaduto João Alves de Queiroz, no cruzamento das avenidas T-63 e 85, sofreu um incêndio nas placas de revestimento arquitetônico, em 15 de julho. No mesmo dia, a Polícia Civil de Goiás (PC-GO), prendeu um pintor, de 41 anos, por suspeita de ser o autor do crime. De acordo com as investigações, Baltazar Campos David agiu com dolo ao utilizar fogo para procurar droga no local.

A Prefeitura de Goiânia iniciou a manutenção e conservação. O objetivo, segundo a gestão, era liberar o trafego da estrutura somente quando estiver de acordo com as normas de segurança e protocolos de engenharia a serem obrigatoriamente seguidos.

Os técnicos da Seinfra identificaram os dados principais e apontaram as questões relativas às estruturas e eventuais danos, o que permitiu traçar os objetivos para as ações a serem tomadas.

Foi determinado pela gestão municipal que fosse procedida a retirada das 600 placas de todo o complexo, atendendo-se, inclusive, a uma sugestão do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Goiás (Crea-GO) sobre o assunto, em 2019.

Leia também: Estrutura do viaduto da T-63 com 85 não está comprometido

Placas

O objetivo do Paço é utilizar o espaço dessas placas para obras de arte urbana, como já acontece no Complexo Viário Luiz José Costa e no Viaduto Iris Rezende Machado, entregues pela gestão nos meses de maio e junho.

Após a primeira avaliação feita por engenheiros técnicos em projetos de infraestrutura da Seinfra, foi liberado para o tráfego de veículos a trincheira da Avenida 85 e a rotatória no nível da Avenida T-63. Como houve pequenas e superficiais avarias em duas unidades de pilares, e conforme o relatório da Seinfra, houve a necessidade de um suporte técnico mais especializado no que se refere a essa unidade de tráfego do viaduto.

Por este motivo, foram contratados dois especialistas, um na área de materiais e segurança estrutural para indicar soluções específicas, verificações técnicas, e um perito para análise e emissão de um laudo final em que demonstre a segurança da estrutura, bem como eventuais ações complementares que devam ser tomadas.

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