Operação Nordeste Solidário ainda recebe doações

Os pontos de apoio da ação são responsáveis por receber os cobertores e colchões, já os filtros são entregues diretamente às famílias

Postado em: 24-11-2022 às 10h00
Por: Sabrina Vilela
Os pontos de apoio da ação são responsáveis por receber os cobertores e colchões, já os filtros são entregues diretamente às famílias. | Foto: Reprodução

Cerca de 14 municípios do nordeste goiano continuam recebendo ajuda por meio da Operação Nordeste Solidário. O Governo de Goiás enviou 16 mil donativos para o interior do Estado. A nova etapa visa a prevenção em caso de desastres devido às chuvas que acontecem em dezembro. 

As doações incluem cobertores, colchões e filtros de barro para água. Os pontos de apoio da ação são responsáveis por receber os cobertores e colchões, já os filtros são entregues diretamente às famílias. Na nova etapa, o investimento será de R$ 1,2 milhão. 

A operação teve início em 31 de outubro, e permitiu que 17 mil benefícios sociais fossem levados às famílias identificadas. As doações incluem também roupas e alimentos. A previsão é de que chova cerca de 500 milímetros em algumas regiões, o que volta a gerar estado de alerta em alguns locais. 

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Entre dezembro de 2021 e janeiro de 2022, quando 24 cidades goianas decretaram situação de emergência. Agora as ações estão voltadas para que isso não ocorra novamente. “Nunca houve essa previsão climática. E, se teve em gestões anteriores, nunca tomaram providência preventiva. E essa é a nossa finalidade agora”, pontua o governador Ronaldo Caiado. “Trabalhamos para antecipar, dar o melhor atendimento à população e não sofrermos as dificuldades da última passagem de ano”, conclui. 

Medidas

Desde o início de 2022, 14 municípios do Nordeste goiano receberam ajuda por meio da operação. De acordo com classificação de risco emitida pela Defesa Civil e Centro de Informações Meteorológicas e Hidrológicas do Estado de Goiás (Cimehgo). São eles: Água Fria de Goiás, Alto Paraíso, Cavalcante, Formosa, Hidrolina, Itapaci, Mimoso de Goiás, Niquelândia, Nova Roma, Pilar de Goiás, São João D`Aliança, São Luiz do Norte, Teresina de Goiás e Uruaçu. Os Pontos de Apoio da Operação foram instalados em Campos Belos, Ceres, Flores de Goiás, Formosa, Posse, Teresina e Uruaçu. 

O plano estabelecido visa acolher as famílias afetadas e evitar que a tragédia se repita, conforme declara a presidente de honra da OVG e coordenadora do GPS, primeira-dama Gracinha Caiado. 

“Eu sempre digo que nosso papel é ajudar quem mais precisa. No ano passado, vimos que alguns municípios sofreram com as chuvas intensas no fim de ano, por isso decidimos nos antecipar e enviar, desde já, milhares de donativos que poderão ser distribuídos de forma imediata caso famílias sejam atingidas por alagamentos”. Gracinha destaca, ainda, que “amparar aqueles que se encontram em vulnerabilidade social é prioridade”. “Digo e repito: não deixaremos nenhuma família desamparada”, completa.

Previsão

A estimativa é de que 19 mil pessoas sejam afetadas pelas chuvas nessas regiões, conforme afirma a diretora-geral da OVG, Adryanna Melo Caiado. . “Esses são municípios distantes da capital, com locais de difícil acesso, especialmente quando chove. Mas, ao planejarmos as ações e nos anteciparmos às cheias, podemos garantir um suporte integral e imediato às famílias, em caso de necessidade. E esse suporte não é apenas do ponto de vista social, ele engloba também atendimentos de saúde, infraestrutura e diversas outras frentes essenciais em momentos como este”, enfatiza.

De acordo com a da Defesa Civil, o grande volume de chuvas pode causar isolamento de cidades, com desabastecimento de alimentos e outros insumos; contaminação de água potável; perda na lavoura e pecuária e rompimento de barragens. 

Última temporada

Durante o pico do mais recente período chuvoso que atingiu o Estado, entre dezembro de 2021 e janeiro de 2022, cerca de 20 mil pessoas sofreram com os estragos causados pelas chuvas. 

No fim do ano passado, a região da Chapada dos Veadeiros foi muito afetada pelas chuvas, chegando a deixar mais de mil famílias ilhadas na região de Cavalcante. Bares e casas na região turística ficaram submersos, pontes e estradas também foram levadas com a força das águas durante as enchentes. 

As prefeituras de Cavalcante e Monte Alegre de Goiás decretaram calamidade pública. Comunidades quilombolas ficaram com as casas e lavouras debaixo d’água. Em Cavalcante, uma cratera se abriu na GO-118 e levou parte de uma estrada que leva à ponte sobre o Rio Alma. Além das duas cidades, o município de Teresina de Goiás registrou destruição depois das chuvas. 

Preocupado com a situação, o governador Ronaldo Caiado passou a virada do ano e permaneceu uma semana visitando as cidades mais afetadas e se reunindo com membros da força-tarefa montada para contornar os danos nas regiões Nordeste, Norte e Noroeste. 

A operação chegou ao fim com o investimento de R$ 36,6 milhões na recuperação de pontes e rodovias danificadas pelas chuvas; além de 116 ocorrências atendidas pelo Corpo de Bombeiros e Defesa Civil. Na área social, foram entregues mais de 32 mil cestas básicas, 200 filtros de água, 1,2 mil cobertores e 2 mil pacotes de Mix do Bem. Houve, ainda, a destinação de R$ 5 milhões em Crédito Social, a distribuição de 1.732 cartões do Aluguel Social e reforço nas ações de imunização e de combate ao Aedes aegypti.

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