Quinta-feira, 29 de fevereiro de 2024

MPF apura segurança no Aeroporto de Goiânia, após caso das goianas detidas na Alemanha

Prazo para resposta das empresas é de 15 dias

Postado em: 19-04-2023 às 17h52
Por: Ana Júlia da Cruz Costa
Imagem Ilustrando a Notícia: MPF apura segurança no Aeroporto de Goiânia, após caso das goianas detidas na Alemanha
Prazo para resposta das empresas é de 15 dias | Foto: Reprodução/Google Street View

O Ministério Público Federal (MPF) instaurou um procedimento para investigar quais são as medidas de segurança que as companhias aéreas atuantes no Aeroporto Internacional de Goiânia estão tomando para garantir a integridade de seus passageiros. As investigações também têm foco nas medidas adotadas pela equipe administrativa do local.

Esta decisão do MPF veio em resposta ao caso das goianas presas na Alemanha recentemente. As duas brasileiras foram detidas no aeroporto de Frankfurt, após terem as malas trocadas por bagagens com drogas. Elas ficaram quase 40 dias na penitenciária da cidade.

A administração do Aeroporto Santa Genoveva informou que vai colaborar com a apuração do MPF assim que receber notificação. Também reforçaram que as companhias aéreas são responsáveis pelas bagagens dos passageiros desde o despacho até o destino final.

Continua após a publicidade

O MPF cita outro caso além deste recente com o casal goiano. Segundo o órgão, uma outra passageira que saiu de Goiânia com destino a Paris teve a etiqueta de sua mala trocada. Na ocasião, a mulher também fez conexão no Aeroporto Internacional de Guarulhos.

A procuradora da República Mariane Guimarães deu um prazo de 15 dias para que as companhias aéreas do local informem os procedimentos usados na contratação de funcionários e na fiscalização das bagagens despachadas. Além disso, as empresas também terão que explicar se os passageiros recebem instruções de segurança a respeito do cuidado com as malas.

Para o Ministério Público Federal, o tempo de conexão da maioria dos voos que saem de Goiânia precisa de um maior esclarecimento. O órgão entende que isso pode ser um fator de risco para os passageiros.

A administração do aeroporto terá que explicar como fiscalizam as bagagens despachadas desde o momento nas esteiras até a acomodação nos aviões.

Leia também: Semiaberto será transferido e local irá abrigar distrito agroindustrial em Aparecida

Veja Também