Quarta-feira, 28 de fevereiro de 2024

Preço da gasolina cai, mas etanol continua sendo mais vantajoso

Na Capital goiana o valor mais em conta da gasolina é de R$ 3,89, e de etanol R$ 1,89

Postado em: 03-11-2023 às 08h18
Por: Alexandre Paes
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Na Capital goiana o valor mais em conta da gasolina é de R$ 3,89, e de etanol R$ 1,89 | Foto: Alexandre Paes/O Hoje

Depois de tanto sobe e desce no preço do litro de combustível nos postos, o consumidor pode comemorar a estabilização do valor. A Petrobras reduziu o preço médio da gasolina vendido às distribuidoras em 4,1%, de R$ 2,93 para R$ 2,81. Mas enquanto a gasolina e o etanol têm uma baixa, o valor do diesel subiu 6,6%, de R$ 3,80 para R$ 4,05. Valores que estão valendo desde a última semana de Outubro.

Na Capital goiana o valor mais em conta da gasolina é de R$ 3,89, e de etanol R$ 1,89. Já em Aparecida de Goiânia é possível abastecer com gasolina por R$ 4,480 e R$ 2,97 com etanol. Em Anápolis a gasolina mais em conta está na faixa de R$ 4,76, e etanol por R$ 2,83. Em Senador Canedo, o aplicativo localizou uma opção por R$ 4,99 a gasolina, e R$ 3, 05 o etanol.

Os preços foram localizados pelo Aplicativo EON, uma ferramenta de consulta de preço de combustíveis, disponibilizada pela Secretaria de Estado da Economia. O aplicativo disponível para Android e IOS consegue informar aos usuários os preços de postos de combustíveis mais próximos de sua localização. Para acessar os valores em tempo real basta acessar o campo “Melhor Compra” e, na sequência, clicar em “Combustível” para verificar os valores praticados por postos de combustíveis próximos de sua localização.

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De acordo com o Presidente do Sindiposto, Marcio de Andrade, os preços continuam estáveis. “Estão tendo modificações nos preços, principalmente na área do varejo, nos postos de combustíveis que estão fazendo promoções e baixando os preços. Por isso a gente está com valores sempre em movimentação independente do preço de custo”, afirma.

Com relação aos próximos meses, Marcio diz que é muito difícil de fazer previsões. “Nós não temos perspectiva de quando vai se movimentar porque não existe uma regra clara pública de o que eles vão fazer com o preço. Estamos nesse momento com o preço do barril do petróleo caindo no mercado internacional. Outro cenário é que a política do governo anterior na Petrobras acompanhava uma eminência de redução, mas com a nova política do preço da Petrobras pode demorar acontecer”, pontuou. 

Quanto aos preços, o Sindiposto ainda orientou que no momento a maior vantagem tem sido abastecer o veiculo com etanol. “O etanol está sendo mais vantajoso. Goiás, é um estado produtor de etanol, sendo o segundo maior produtor do país, e com isso, nós temos uma oferta maior, Nossos estoques estão altos, elevados, e tem uma oferta até maior do que a própria demanda, com isso faz com que os preços caiam. Cenário positivo e vantajoso para o consumidor”, destacou Andrade. 

Segundo a Petrobras, com o corte de cerca de 4,1%, o valor de venda para as distribuidoras passa a ser de R$ 2,81. Considerando a composição da gasolina vendida nos postos (73% de gasolina e 27% de etanol), a parcela da Petrobras no preço ao consumidor será de, em média, R$ 2,05 por litro. Já o aumento de R$ 0,25 por litro do diesel reflete uma parcela da Petrobras no preço praticado nas bombas ficará em R$ 3,56 por litro, levando em conta a mistura obrigatória de 88% de diesel e de 12% de biodiesel no combustível disponível nos postos.

A redução no preço da gasolina é justificada pelo fim do período de maior demanda no mundo, o que significa maior disponibilidade do combustível e desvalorização frente ao petróleo. Por outro lado, para o diesel, “observa-se uma demanda global sustentada, com expectativa de alta sazonal”, o que explica o aumento. Segundo a Petrobras, o litro da gasolina vendido às distribuidoras teve redução de R$ 0,27 em 2023. Já o litro do diesel sofreu corte de R$ 0,44. 

“A estratégia comercial que adotamos na Petrobras nesta gestão tem se mostrado bem-sucedida, sobretudo no sentido de tornar a Petrobras competitiva no mercado e, ao mesmo tempo, evitar o repasse de volatidade para o consumidor. Uma prova disto é que ao longo deste ano, mesmo com o valor do [petróleo] brent mais alto que no ano passado, os preços dos nossos produtos acumulam quedas”, disse Jean Paul Prates, presidente da Petrobras ao Jornal Exame.

Dentre as justificativas dos valores para distribuidores, a Petrobras diz que os preços são diferentes dos praticados nas bombas. “Os reajustes — para cima ou para baixo — nos preços de revenda não significam, necessariamente, repasses imediatos para o bolso dos consumidores”, apontou a estatal. Outros fatores também influenciam os preços cobrados nos postos, como impostos, mistura de biocombustíveis e a margem de lucro da distribuição e da revenda.

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