Semad emite informativo sobre ações preventivas em barragens durante período de chuvas

Segundo a Semad a responsabilidade pela manutenção e segurança dos barramento é do proprietário - Foto: Reprodução

Postado em: 06-01-2020 às 18h26
Por: Redação
Segundo a Semad a responsabilidade pela manutenção e segurança dos barramento é do proprietário - Foto: Reprodução

Da Redação

A Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) emitiu, nesta segunda-feira (06), um informativo para proprietários de barragens no Estado de Goiás com ações preventivas que devem ser realizadas durante o período de fortes precipitações aguardado para o mês de janeiro.

Segundo a secretária Andréa Vulcanis, a responsabilidade pela manutenção e segurança dos barramentos é dos proprietários, com o Estado atuando em fiscalização e acompanhamento das recomendações. “É importante que os proprietários façam a manutenção para evitar tragédias ou acidentes. Pedimos que todos que tenham barragens em suas propriedades acompanhem os níveis d’água durante as chuvas e possíveis danos às estruturas”, afirma.

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O superintendente de Recursos Hídricos e Saneamento da Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), Marcos Antônio de Souza Menegaz, faz um alerta para que o trabalho seja iniciado antes das chuvas, para que possíveis adequações possam ser feitas de forma correta. 

Os donos de barramentos devem ficar atentos e verificar a situação da estrutura, se não tem fissura, abaulamento e árvores que possam provocar instabilidades, tornando a barragem mais frágil a situações críticas, no caso um alto volume de água da chuva, aponta a Semad. Também é preciso sempre atenção com as estruturas de escoamento, uma vez que qualquer entupimento pode diminuir a capacidade de extravasão da água, gerando danos às barragens.

A Semad também instrui todos os proprietários de barramentos para que estejam sempre em prontidão para comunicar possíveis emergências às Defesas Civis municipais da região onde se encontram, além de constituir uma rede de comunicação com vizinhos e comunidades residenciais em um raio de 10 quilômetros da represa. 

“Qualquer situação extrema deve ser levada às autoridades para que as medidas emergenciais, principalmente evacuações, sejam aplicadas imediatamente”, diz a secretária Andréa Vulcanis. “A vida humana está sempre acima de qualquer outro interesse nestes casos”, conclui.

Leia, abaixo, o informativo sobre ações preventivas em barragens na íntegra:

Comunicado a respeito de ações preventivas para segurança nas barragens

Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) presta as seguintes orientações preventivas para segurança nas barragens:

Sempre antes do início do período chuvoso, os detentores de barramentos devem ficar atentos e verificar a situação do talude, se não tem fissura, abaulamento e árvores. Estes eventos podem desestabilizar sua estrutura tornando-o mais frágil às situações críticas, como a maior concentração de volumes de água advindos de chuvas. 

Além disso, devem ser verificadas as condições dos extravasores/vertedores, com a devida limpeza e manutenção, para que possam exercer a finalidade para a qual foram projetados e dimensionados em casos de cheias. Ainda precisa ser observada a descarga de fundo, com atenção para o correto manuseio nos casos de cheias, com sua abertura total.

Operação em caso de cheias excepcionais em barragens

Em algumas situações, as cheias que chegam ao reservatório são bastante superiores às regulares para as quais as barragens foram projetadas, levando a uma ocupação quase completa do vertedouro, a um nível de água no reservatório superior ao chamado máximo maximorum (limite último), e correndo-se o risco de galgamento.

Trata-se de uma situação de emergência em potencial e que deve ser tratada com muita seriedade. Do ponto de vista da operação da barragem, o empreendedor deve:

1 – Ler e registrar o nível d’água do reservatório. Isolar o acesso à barragem logo que o nível da água ultrapassar o máximo maximorum.

2 – Abrir 100% a tomada d’água e a descarga de fundo sempre que constituam uma estrutura independente.

3 – Observar e acompanhar a descarga pelo vertedouro, com o objetivo de evitar que a água acumulada ultrapasse a altura do barramento.

4- Observar a ocorrência de erosão do canal quando não revestido, mantendo as condições do escoamento na bacia de dissipação, na zona a jusante do vertedouro, ou seja, a saída da água, e junto ao pé de jusante da barragem. Evitar a obstrução das estruturas por detritos flutuantes ou por deslizamento de terras pelo vertedouro.

4 – Retornar a tomada d’água e a descarga de fundo para seu padrão de abertura após o encerramento da situação de cheia.

5 – Inspecionar o vertedouro, o seu  canal de restituição, da tomada d’água e da descarga de fundo. Inspecionar, também, o pé de jusante da barragem, que fica rio abaixo, após o término do evento de cheia. A meta é identificar problemas estruturais ou obstruções que devem ser corrigidos antes da próxima cheia, na primeira oportunidade, o mais rápido possível.

Importante

Cheias excepcionais podem causar também impactos significativos à população residente rio abaixo. Portanto, no caso de existência de moradias ou áreas industriais ao longo de 10 km, logo que o nível da água no reservatório ultrapassar o nível máximo maximorum, o empreendedor deve: 

– Avisar a Coordenadoria de Defesa Civil do município.

– Avisar moradores residentes ao longo da calha do rio sobre a passagem da cheia, orientando-os a ficar de prontidão para eventual evacuação ou remoção de pertences.

– Avisar ao proprietário da primeira barragem situada rio abaixo, caso existente.

Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) 

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