Streamings: o cinema do futuro?

Plataforma expande e dá espaço às produções audiovisuais nacionais; Confira estreias de produtos que serão lançados ainda este ano

Postado em: 08-06-2024 às 08h00
Por: Letícia Renata
Imagem Ilustrando a Notícia: Streamings: o cinema do futuro?
‘Amor da Minha Vida’, conta com a participação da atriz Bruna Marquezine atrás das câmeras, estreando como roteirista | Foto: Diego Mendes e Fausto Eduardo/S1 Fotografia

Além das grandes produções, o cinema abriga histórias cotidianas que fazem parte das memórias individuais e da sociedade como um todo. No entanto, o cinema vem perdendo o seu espaço há algum tempo, quer pelas novas tendências do mundo audiovisual, quer pela falta de investimento e reconhecimento. 

O cinema nacional também busca maior diversidade e representação tanto na frente quanto atrás das câmeras para refletir a diversidade de experiências e vozes do país. Conseguir investimento na produção cinematográfica pode ser um processo difícil e competitivo. Produtores e cineastas geralmente precisam desenvolver planos de negócios, apresentar projetos detalhados e buscar parcerias estratégicas para produzir seus filmes. As políticas nacionais de colocação em cinemas podem variar dependendo do país e dos seus regulamentos específicos.

O Brasil atualmente possui leis tributárias como a Lei do Audiovisual e a Lei Rouanet, que oferecem incentivos fiscais para empresas e pessoas físicas que investem na produção audiovisual. Além disso, através de agências e fundos de fomento, o governo pode fornecer subsídios, incentivos fiscais e linhas de financiamento para apoiar a produção cinematográfica nacional. No solo brasileiro, a Agência Nacional do Cinema (ANCINE) é a responsável por fomentar e regular a indústria cinematográfica nacional. 

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Streaming: o cinema do futuro?

Nos últimos anos, o cinema nacional tem enfrentado desafios e oportunidades. Por exemplo, o crescimento das plataformas de streaming e as novas formas de distribuição ampliaram o alcance do cinema brasileiro, permitindo que mais pessoas tenham acesso a esses filmes. 

E para entender por que isso acontece, é preciso destacar alguns pontos importantes chamados de ‘motivadores’. O streaming é definitivamente o primeiro deles. Uma tecnologia pensada para funcionalidade e rapidez, uma verdadeira tendência de mercado, que – além de muito sucesso – permite a transferência de dados pela Internet sem a necessidade de baixar ou salvar conteúdo. Permite acesso fácil e rápido ao espectador e possibilita o consumo de conteúdo em diversos dispositivos móveis.

A ideia da sala de cinema também está relacionada a uma determinada permanência. Ou seja, se o filme escolhido pelo espectador tiver duas horas de duração, ele ficará no cinema duas horas seguidas sem intervalo. No conforto de casa, é possível assistir a um filme e ter a vantagem de poder começar e parar quando quiser, sabendo que se quiser assisti-lo novamente, você continuará de onde parou.

O futuro do cinema brasileiro tem vários caminhos que até agora levam a apenas uma resposta: a incerteza. É um futuro que só promete incertezas, seja pelo crescimento do streaming, pela falta de investimento cultural, pela sua desvalorização ou pelos custos elevados.

Lançamentos de produções audiovisuais brasileiras nas plataformas de streamings

A partir do dia 26 de junho, uma das maiores plataformas de streaming se transformará em uma combinação inigualável de conteúdos, entre filmes, séries, esportes e produções originais brasileiras. E, para celebrar, na última terça-feira (4), aconteceu uma grande festa no teatro do Copacabana Palace, no Rio de Janeiro, com a presença de jornalistas de todo o Brasil, influenciadores e celebridades que fazem parte das produções nacionais.

Com apresentação de Otaviano Costa, o momento reuniu grandes nomes do audiovisual brasileiro, como Xuxa, Bruna Marquezine, Sergio Malheiros, Juliana Paes, Rodrigo Simas, Raphael Logam, Rui Ricardo Díaz, Lorena Comparato, Carol Castro, José Loreto, Isis Valverde, Júlio Andrade, que estreiam novos projetos no streaming.

Na ocasião, aconteceu o anúncio do lançamento de mais de dez produções nacionais. Entre os títulos, estão a série dramática ‘Vidas Bandidas’, com Juliana Paes e Rodrigo Simas; ‘Americana’, com Zezé Motta e Caco Ciocler; ‘Amor da Minha Vida’, com Bruna Marquezine e Sergio Malheiros.

O catálogo também irá incluir ‘Capoeiras’, com Dani Suzuki e Raphael Logam; ‘Impuros’ – S5, com Raul Ricardo Diaz e Bruno Gissoni; e ‘Maria e o Cangaço’, com Isis Valverde. ‘O Som e a Sílaba’, série musical escrita e criada por Miguel Falabella. E a série documental sobre o desaparecimento de Priscila Belfort, ‘Volta Priscila’. As datas de estreia ainda não foram confirmadas.

Bruna Marquezine estreia nova fase na carreira 

Com data de estreia para a segunda metade deste ano, ‘Amor da Minha Vida’, conta com a participação da atriz Bruna Marquezine atrás das câmeras, estreando como roteirista. A série conta com um elenco formado por Sérgio Malheiros, Danilo Mesquita, Malu Rodrigues, Sophia Abrahão, Ana Hikari, João Villa e Rayssa Bratillieri.

“O formato que eu trabalhava antes, enquanto atriz, limitava muito as minhas funções. E eu fiquei muito feliz em poder contribuir e estar mais envolvida no processo”, detalha Marquezine sobre a nova fase de sua carreira.

Uma comédia romântica, que destaca decepções românticas. Trazendo uma discussão e produção audiovisual bastante atual voltada para o público jovem-adulto. “O desafio é esse, na nossa vida a gente se frustra muito mais, a gente tem muitas desilusões, e acho que a série é um pouco isso. O desafio foi um pouco esse. Até achar o grande amor da nossa vida, a gente passa por muita coisa”, pontua Sérgio Malheiros.

Maria e o Cangaço

A nova produção audiovisual nacional ganha protagonismo da dupla de artistas, Isis Valverde e Júlio Andrade, a produção também apresenta um elenco principal formado por Rômulo Braga, Mohana Uchôa, Jorge Paz, Chandelly Braz e outros grandes nomes.

Com direção de Sérgio Machado, Thalita Rubio e Adrian Tejido, a série abordará a história de Maria Bonita e Lampião, focando na importância da parceira do cangaceiro, dentro do bando. ‘Maria e o Cangaço’ ainda não possui data de estreia confirmada.

O ator Júlio Andrade, que interpretará Virgulino Ferreira da Silva, explica que a produção evidencia a importância do feminino. “O que me chamou a atenção nesse projeto foi esse lugar do feminino dentro do bando. Do quanto isso influenciou naquele bando, naquele universo extremamente masculino”, diz Júlio Andrade, que interpretará Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião, na série.

“Eu tinha uma roupa de quase 20 quilos, prótese dentária, prótese no nariz, uma lente que não enxergava em um olho. Mas o que foi mais difícil para mim foi vestir a ‘pele’ de Lampião. Essas veste eu tive o maior respeito, e foi extremamente difícil. Mas espero que tenha ficado legal e as pessoas gostem”, finaliza Júlio.

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