Criação de empregos beneficiou mais os homens jovens, diz CNC

Agropecuária liderou a criação de vagas no período, com saldo de 105.091 postos, seguido de ensino, com 69.083 vagas, e serviços médicos, odontológicos e veterinários, que aumentou em 51.026

Postado em: 18-12-2017 às 15h20
Por: Victor Pimenta
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Agropecuária liderou a criação de vagas no período, com saldo de 105.091 postos, seguido de ensino, com 69.083 vagas, e serviços médicos, odontológicos e veterinários, que aumentou em 51.026

Homens jovens com ensino superior completo ou incompleto
foram os que mais conseguiram ser inseridos no mercado de trabalho até outubro
deste ano. É o que mostra a análise feita pela Confederação Nacional do
Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), com base nos dados do Cadastro
Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho.

Do saldo de 302.189 vagas criadas, subtraindo as vagas fechadas,
de janeiro a outubro, 82% foram ocupadas por trabalhadores do sexo masculino.
Do total de vagas criadas, 750 mil foram ocupadas por jovens até 24 anos de
idade. Já entre os trabalhadores com 50 anos ou mais de idade, houve diminuição
de 333.288 postos. Até outubro, foram abertas 116.641 vagas para trabalhadores
com nível superior completo e 27.673 para nível superior incompleto.

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O estudo aponta que de janeiro a outubro de 2017 o saldo
líquido da criação de empregos formais no país, entre admissões e
desligamentos, ficou positivo em 302.189 postos de trabalho. O número equivale
a um aumento de 0,8% no número de pessoas ocupadas no país, em relação ao
período anterior à análise, em dezembro de 2016. De janeiro a outubro do ano
passado, houve perda de 730.417 postos de trabalho.

De acordo com o economista-chefe da CNC, Fabio Bentes, a alta
de 0,8% não chega a ser motivo de comemoração, mas acompanha o ritmo de
crescimento da economia do país esperado para esse ano. “As projeções eram de
0,8% até a divulgação do PIB e foram revistas para 1%. Como a gente vê que o
mercado de trabalho está ganhando velocidade muito lentamente, é bem provável
que a gente tenha um aumento, no final de 2017, de aproximadamente 1% também. O
que esse número significa? Não é um número espetacular, com certeza não é, mas
ele interrompe uma sequência longa de crise no mercado de trabalho, ele
consolida a recuperação do mercado de trabalho”.

Segundo o economista, a análise mostrou que a recuperação não
está concentrada em uma parte do país e ocorre em 20 das 27 unidades da
federação. “Esse movimento está se espalhando. A gente olha a Região Sul, a
Região Centro-Oeste, o Sudeste, excluindo o Rio de Janeiro, e já parte do Norte
e Nordeste também com geração líquida de postos de trabalho. Isso dá para gente
uma segurança e uma confiança maior de que o ano de 2018, do ponto de vista do
emprego, vai ser melhor do que foi 2017”.

O estado com mais criação de vagas foi São Paulo, com
124.876, seguido de Minas Gerais, com 62.257, e Santa Catarina, que ficou com
saldo de 46.170 postos de trabalho criados no período. O Rio de Janeiro teve
perda de 82.443 vagas, seguido de Alagoas, com 9.362, e Paraíba, que diminuiu
em 2.926 o número de empregos formais.

Por setor econômico, a agropecuária liderou a criação de
vagas no período, com saldo de 105.091 postos, seguido de ensino, com 69.083
vagas, e serviços médicos, odontológicos e veterinários, que aumentou em 51.026
o número de postos de trabalho. Por outro lado, o comércio varejista perdeu
57.469 postos, a construção civil diminuiu em 30.545 o número de vagas e o
setor de serviço de alojamento, alimentação e reparação fechou 14.257 postos de
trabalho formais.

Bentes lembrou que os dados analisados são anteriores à
reforma trabalhista, que entrou em vigor no dia 11 de novembro. “Ainda não
foram divulgados os números de novembro, mas mesmo novembro e dezembro, esses
números sendo divulgados, tendo o varejo como termômetro, o que a gente percebe
é que a reforma trabalhista vai levar um certo tempo para engrenar”. 

Fonte: Agência Brasil. (Foto: Reprodução/Click Bahia)

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