Terça-feira, 20 de fevereiro de 2024

Número de inadimplentes em Goiânia cai 0,30% no último mês

A queda é um reflexo dos programas de renegociação de dívidas do Governo Federal e da prefeitura, segundo economista

Postado em: 30-11-2023 às 08h13
Por: Ronilma Pinheiro
Imagem Ilustrando a Notícia: Número de inadimplentes em Goiânia cai 0,30% no último mês
Em relação aos valores das dívidas no mês de outubro, cada consumidor negativado devia, em média, R$ 4.903,47 na soma de todos os débitos | Foto: Divulgação

Um levantamento do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), com apoio da base de dados da Câmara de Dirigentes Lojistas de Goiânia (CDL), mostra que o número de inadimplentes na capital, apresentou uma queda de ‐0,30% na passagem de setembro para outubro de 2023 e de ‐0,83% na comparação com o mesmo período do ano passado.

A superintendente executiva da CDL Goiânia, Hélia Gonçalves, diz que a queda pode ser reflexo tanto da melhora dos indicadores econômicos como também reflexo do programa do Governo Federal, Desenrola Brasil que deu aos cidadãos a oportunidade de negociação de dívidas em bancos com diferencial de juros, onde mais se concentram as dívidas dos inadimplentes. “A inadimplência além de cessar o poder de compra do consumidor, ela tem um impacto em todo o ciclo de negócio das empresas”, afirma Hélia, ao falar sobre as principais consequências do endividamento.

De acordo com os dados apresentados nos últimos meses, a faixa etária das pessoas que mais devem é de 30 a 39 anos, o que representa 26,55% do total. Quando divida por sexo, a participação segue distribuída entre 50,78% de homens e 49,22% de mulheres.

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Em relação aos valores das dívidas no mês de outubro, cada consumidor negativado devia, em média, R$ 4.903,47 na soma de todos os débitos. Além disso, a pesquisa revela que 30,36% desses endividados tinham débitos de até R$ 500, percentual que chega a 43,43% quando se fala de valores até R$ 1.000.

Os Bancos seguem no topo do ranking, quando o assunto é a participação mais expressiva do número de dívidas, com uma concentração de 64,21%. Outros setores que vêm na sequência são: comunicação (9,29%), outros (9,07%), comércio (8,82%) e água e luz (8,61%).

O economista Cassio Souza, Consultor Financeiro, orienta que para aqueles que vão receber o 13° salário neste final de ano, é um excelente momento para aproveitar e quitar algumas dívidas em atraso. “O recebimento do 13º e até mesmo as férias pode ajudar o trabalhador a colocar as contas em ordem, aliviando as despesas com juros, principalmente para quem está devendo os cartões de crédito”, afirma.

Sobre as formas de pagamento, o consultor diz que no geral, à vista o desconto costuma ser maior, apesar disso, nem sempre o fluxo financeiro permite pagar as dívidas desta forma. Ele destaca que mesmo parcelado, alguns acordos são vantajosos para quitar algumas dívidas, como as pendências com as prefeituras por exemplo, “como IPTU, que é possível aproveitar bons descontos neste período de Refis, já que elas também possuem compromissos públicos para quitarem e dão essa oportunidade ao contribuinte”.

O hábito de fazer uma dívida para efetuar o pagamento de outra, na maioria dos casos, pode virar uma dor de cabeça ainda maior, segundo o economista, uma vez que o consumidor assume um compromisso novo e pode se “embolar” nos pagamentos quando ocorrer alguma emergência financeira. “Então tente juntar algum valor de maneira gradativa e faça uma proposta de quitação para a empresa que estiver devendo”, orienta.

Souza afirma que o cartão de crédito é o “maior vilão” de todos, os juros são abusivos. “Se você atrasa R$ 1.000 e não paga ao longo do ano, isso se transforma em quase R$ 5.000”. A partir daí , as contas viram uma bola de neve, pois se o inadimplente já não conseguia resolver o valor pequeno, à medida que ele aumenta, fica ainda mais difícil.  Segundo ele, muitas pessoas não se preocupam com as dívidas, mas para a maioria dos trabalhadores, é motivo de mal estar, não conseguir honrar os pagamentos no tempo determinado. “Em muitos casos dormem pouco, aumenta o nível de stress, não conseguem se concentrar no trabalho, discutem mais com seus companheiros (as) em casa e às vezes até descontam em exagero com os filhos (as)”, pontua.

Ao comentar sobre a queda significativa no número de inadimplentes na capital, o economista destaca os programas promovidos pelo Governo Federal, como o Desenrola Brasil e Renegocia, bem como o envolvimento das empresas e prefeituras que colaboram para a melhoria no índice de inadimplência. “E à medida que as pessoas retomam aos postos de trabalho e a economia gradativamente vai melhorando, isso dá um fôlego maior para quitar todos os compromissos atrasados”, finaliza.

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