Produção industrial cresce 0,4% de dezembro para janeiro, no Brasil

Postado em: 05-03-2021 às 11h30
Por: Augusto Sobrinho
O setor começou 2021 com mais um resultado positivo visto que teve alta de 0,8% na média móvel trimestral | Foto: Reprodução

A Pesquisa
Industrial Mensal divulgou, nesta sexta-feira (05/03), que a produção
industrial brasileira cresceu 0,4% na passagem de dezembro para janeiro.  Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística (IBGE), este é mais um resultado positivo, pois a indústria também
teve alta de 0,8% na média móvel trimestral e 2% na comparação com janeiro do
ano passado.

Entretanto,
no acumulado de 12 meses a produção teve queda de 4,3%. De maio de 2020 a
janeiro de 2021, a produção acumulou crescimento de 42,3% e eliminou a perda de
27,1% registrada em março e abril, início do isolamento social devido à
pandemia de covid-19. Mas o setor ainda está em um patamar 12,9% abaixo do
nível recorde alcançado em maio de 2011.

Na
passagem de dezembro para janeiro, 11 das 26 atividades pesquisadas tiveram
alta, com destaque para os alimentos, que cresceram 3,1%. Outros segmentos que
tiveram taxas de crescimento importantes foram indústrias extrativas (1,5%),
produtos diversos (14,9%), celulose, papel e produtos de papel (4,4%), veículos
automotores, reboques e carrocerias (1,0%) e móveis (3,6%).

Os
artigos de vestuário e acessórios mantiveram-se estáveis. Porém, das quatro
grandes categorias econômicas, duas tiveram alta na passagem de dezembro para
janeiro: bens de capital, isto é, as máquinas e equipamentos usados no setor
produtivo (4,5%) e os bens de consumo semi e não duráveis (2%).

O
setor de metalurgia teve queda de -13,9%, seguido pelo ramo de equipamentos de
informática, produtos eletrônicos e ópticos (-10,6%), coque, produtos derivados
do petróleo e biocombustíveis (-1,4%), outros equipamentos de transporte
(-16,0%), máquinas e equipamentos (-2,3%), produtos do fumo (-11,3%),
manutenção, reparação e instalação de máquinas e equipamentos (-4,9%) e
produtos têxteis (-2,5%).

Os bens
intermediários, ou seja, os insumos industrializados usados no setor produtivo
recuaram 1,3%, já os bens de consumo duráveis caíram 0,7%. (Agência Brasil) 

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