Terça-feira, 27 de fevereiro de 2024

Tenista Bia Haddad é eleita “Mulher do Ano” por revista

Após um ano cheio de conquistas e recordes, a tenista brasileira Beatriz Haddad foi eleita a Mulher do Ano pela revista GQ

Postado em: 07-12-2023 às 22h23
Por: Ana Clara de Assis Praxedes
Imagem Ilustrando a Notícia: Tenista Bia Haddad é eleita “Mulher do Ano” por revista
2023 foi um ano de ouro para a tenista, que conquistou títulos inéditos na carreira (Divulgação/WTA Elite Trophy)

Após um ano cheio de conquistas e recordes, a tenista brasileira Beatriz Haddad foi eleita a Mulher do Ano pela revista GQ Brasil. Com apenas 27 anos, a atleta paulista teve uma temporada marcada por bons resultados e recordes. Entre os momentos de destaque, estão a semifinal no famoso torneio de Roland Garros, a conquista de um troféu do WTA Elite, o maior título da carreira até hoje, além de ter terminado o ano em 11º lugar no ranking mundial da Women’s Tennis Association. 

Nos últimos anos, a atleta ganhou visibilidade devido às boas atuações. Haddad é a segunda tenista brasileira com mais títulos de simples na história, atrás apenas de Maria Esther Bueno, que fez história no tênis mundial. Em junho deste ano, Bia fez uma campanha histórica em Roland Garros, na França, ao chegar  até as semifinais, nessa fase ela foi superada pela polonesa Iga Świątek, a número um do ranking. Mesmo com o resultado, Haddad conseguiu quebrar um jejum de 55 anos sem que uma tenista brasileira chegasse às fases finais de um Grand Slam. A última vez foi em 1968,  quando Maria Esther chegou às semis do US Open.

Em entrevista à GQ, a atleta falou sobre o desenvolvimento durante o torneio, e como foi o processo de preparação para ficar entre as quatro primeiras colocadas da competição. “A cada etapa, fui me consolidando, e passei a sentir confiança para subir ao próximo estágio. Nunca quis pular barreiras”. Após a boa atuação, a tenista se tornou a primeira brasileira a estar no top 10 no ranking da WTA.

Continua após a publicidade

Bia falou também sobre os problemas que as diferentes gerações de mulheres enfrentam no esporte, e ressaltou a persistência das pioneiras. “Ainda vivemos em um mundo machista. Maria Esther fez parte de uma geração que lutou por isso e pelo prêmio em dinheiro. Respeito e valorizo. Com certeza, não me coloco na mesma página”.

Além da vida profissional, a tenista compartilhou o sonho de ser mãe, e revelou que planeja a carreira para que esse desejo se realize. “Quero ser mãe. Por isso, planejo competir por mais uma década. A maternidade é um sonho e afeta diretamente a decisão da aposentadoria”, comentou.

Veja Também