Leilões de rodovias somam mais de R$ 76 bilhões em investimentos; Triunfo Concebra aguarda ANTT

Em abril de 2020, a Triunfo Concebra, concessionária que administra a BR-060, a BR-153 e a BR-262, protocolou o pedido de relicitação do contrato

Postado em: 23-02-2022 às 15h47
Por: Alexandre Paes
Em abril de 2020, a Triunfo Concebra, concessionária que administra a BR-060, a BR-153 e a BR-262, protocolou o pedido de relicitação do contrato | Foto: Reprodução/Internet

A agenda de privatizações e concessões do leilão das rodovias previstos para 2022 promete continuar movimentando o salão da sede da B3, a bolsa de valores de São Paulo, neste ano. Só em estradas, são mais de 6 mil quilômetros de rodovias federais e estaduais que devem passar para a gestão de empresas privadas em 2022, considerados apenas os projetos que já estão em fase avançada de licitação, com o leilão já agendado ou com o edital prestes a ser publicado.

Em Goiás, a Triunfo Concebra, concessionária que atualmente administra a BR-060, a BR-153 e a BR-262, aguarda as definições da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) em relação ao novo pedido de relicitação do contrato de concessão destas rodovias. Além de Brasília (DF), a concessionária abrange 15 municípios de Goiás e 31 municípios de Minas Gerais, totalizando 1176,5 km.

Vale lembra que a Concebra protocolou o pedido de relicitação em abril de 2020, em razão dos desequilíbrios do contrato. Em escala Brasil, no total serão realizados sete grandes leilões, alguns deles divididos em mais de um bloco, que deverão somar pelo menos R$ 76 bilhões em investimentos nos próximos 30 anos, tempo padrão de duração dos contratos.

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“São leilões importantes, passando por eixos logísticos relevantes, com investimentos expressivos que melhoram a produtividade e, ao mesmo tempo, têm um efeito de estímulo enorme à economia”, disse o economista Gesner Oliveira, sócio da consultoria GO Associados, que acompanha as principais licitações do país.

Os investimentos fazem parte das exigências dos editais e devem ser cumpridos pelas concessionárias que arrematarem os lotes, em troca do direito de explorá-los ao longo das próximas décadas. Neste momento, o projeto está na fase de avaliação pelo Tribunal de Contas da União (TCU), com edital e leilão previstos para estarem concluídos até o segundo trimestre.

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