Segunda-feira, 26 de fevereiro de 2024

Confira como foi o primeiro dia do julgamento de Daniel Alves

O primeiro dia de audiência começou com as considerações iniciais de acusação, defesa, além dos depoimentos da denunciante, da prima e da amiga da vítima, que estavam na boate no dia

Postado em: 06-02-2024 às 11h35
Por: Matheus Santana
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O primeiro dia de audiência começou com as considerações iniciais de acusação, defesa, além dos depoimentos da denunciante, da prima e da amiga da vítima, que estavam na boate no dia | Foto: Reprodução/ Globo Esporte

O ex-atleta Daniel Alves começou a ser julgado por agressão sexual contra uma mulher de 23 anos, na manhã da última segunda-feira (5). O crime ocorreu no dia 30 de dezembro de 2022, em uma boate em Barcelona, na Espanha. O primeiro dia de audiência começou com as considerações iniciais de acusação, defesa, além dos depoimentos da denunciante, da prima e da amiga da vítima, que estavam na boa boate no dia do suposto crime. Dois garçons e o porteiro da boate também foram ouvidos pelo tribunal espanhol.

A audiência iniciou às 10h30 na Espanha (6h30, horário de Brasília). A defesa e acusação alegaram que não chegaram a um acordo, e devido a isso o julgamento ocorreria normalmente.

Defesa de Daniel Alves

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A advogada do ex-jogador, começou a sessão tentando anular o processo por completo. Ela alegou que Daniel começou a ser investigado sem saber, e a exposição midiática do caso o teria prejudicado.

Durante as alegações, a advogada levanta mais uma vez a violação de direitos fundamentais, citando o fato de um perito particular ter sido impedido de participar do exame psicológico da denunciante.

A defesa também alegou a violação do direito fundamental à presunção de inocência por conta do julgamento paralelo que vem acontecendo nos meios de comunicação, desde a prisão de Daniel. Ela relata que as informações divulgadas tratam o ex-atleta como um agressor sexual.

A advogada de defesa também se queixou sobre a decisão do tribunal de manter o depoimento da mulher em sigilo, com voz e imagens distorcidas. “É um tratamento diferente daquele que o investigado tem tido desde o início do processo”, relata a advogada de Daniel. A decisão do tribunal foi definida pela corte para preservar a identidade da vítima.

Acusação

Inicialmente, a advogada de acusação apresentou ao júri um documento que prova que a denunciante está afastada do trabalho até hoje, por conta das complicações emocionais decorrentes da violência que, segundo ela, alega ter sofrido.

Ela ainda utilizou entrevistas concedidas por Daniel Alves em janeiro de 2023, com a intenção de refutar a circunstância atenuante de violação de direitos fundamentais, alegada pela defesa dele.

A advogada da vítima também expôs a denúncia feita contra a mãe do jogador, Lúcia Alves, que divulgou fotos da vítima em suas redes sociais. Ao fim da primeira parte da audiência, a defesa de Daniel Alves pediu que ele fosse o último a se pronunciar, falando apenas no último dia de julgamento. A acusação não se opôs, e o jogador falará apenas na quarta-feira (7).

Mulher reafirma estupro e amiga chora

A mulher reafirmou o seu depoimento ao júri que Daniel Alves a estuprou na noite de 30 de dezembro de 2022. Depois dela, a corte ouviu a amiga que a acompanhava na noite de 30 de dezembro de 2022. A amiga afirmou que a vítima foi encontrada “chorando inconsolavelmente”. “Nunca a tinha visto chorar assim na minha vida”, conta a testemunha. 

A amiga da vítima relatou também que a amiga repetia “ele me machucou muito, ele me machucou muito”. “No final, nós três choramos porque não sabíamos como reagir”, disse, se referindo à vítima e à prima dela, que estava junto delas na noite do suposto crime.

A prima também prestou depoimento, ela reforçou a fala da amiga e explicou que o brasileiro insistiu que a mulher o acompanhasse até um lugar, porém ela tinha dito “não”. Ainda segundo o depoimento da prima da vítima, ele então acessou uma porta “que ela não sabia para onde ia” e esperou a chegada da vítima. “Eu disse a ela para ir falar com ele”, acrescentou a testemunha. “Eles ficaram lá por cerca de 15 minutos”, concluiu.

Segundo ela, quando a porta se abriu e o jogador saiu, a mulher demorou para sair “cerca de dois minutos”. Depois, no vestiário, teria verbalizado: “Ele me machucou muito”, e explicou ter sido estuprada. Foi então que a boate ativou o protocolo.

Funcionário explica como foi abordagem

O funcionário da boate foi quem intermediou o contato entre as mulheres e Daniel Alves. Em seu breve testemunho, ele relatou que foi Bruno, amigo de Daniel, que mostrou quais garotas que ele deveria convidar à área VIP.

Ele disse que isso era um procedimento bem comum quando se tratava de pessoas famosas, e que já havia feito essa intermediação outras vezes.

Porteiro fala e fecha trabalhos do primeiro dia

O porteiro da boate que atendeu a mulher foi a última testemunha a se pronunciar. Ele confirmou o que está nas imagens de segurança.

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