Quarta-feira, 28 de fevereiro de 2024

“Seu Nome não é seu Nome”: A história de Claudia Poblete Hlaczik e as vítimas sequestradas durante a ditadura argentina

Uma reflexão sobre identidade, verdade e resiliência em meio às sombras da história.

Postado em: 08-12-2023 às 17h34
Por: Luana Avelar
Imagem Ilustrando a Notícia: “Seu Nome não é seu Nome”: A história de Claudia Poblete Hlaczik e as vítimas sequestradas durante a ditadura argentina
O livro aborda não apenas a jornada de Claudia, mas também ressalta questões morais e identitárias mais amplas. | Foto: Libro Resumen

No livro “Seu Nome não é seu Nome,” o jornalista Federico Bianchini mergulha nas complexidades da história de Claudia Poblete Hlaczik. Até 7 de fevereiro de 2000, Claudia vivia sob uma identidade falsa, descobrindo nesse dia que havia sido sequestrada por seus próprios pais biológicos. A obra não apenas destaca a singularidade da vida de Claudia, mas também joga luz sobre milhares de vítimas sequestradas durante a ditadura argentina.

O autor, em entrevista à BBC News Mundo, discute a escolha da epígrafe do livro, citando a necessidade de incluir emoções nas histórias históricas. Bianchini revela as diversas fases pelas quais Claudia passou, desde a negação inicial até o confronto com sua verdadeira história. O livro, em sua segunda edição, aborda não apenas a jornada de Claudia, mas também ressalta questões morais e identitárias mais amplas.

Na entrevista, Bianchini destaca a complexidade emocional enfrentada por Claudia ao lidar com a verdade brutal aos 21 anos e como isso moldou sua vida e a de sua família. O livro, além de ser singular, revela a universalidade das questões morais, de identidade e de construção da realidade. Bianchini também aborda a persistência do silêncio na sociedade argentina, explorando os efeitos do medo que persistem quase 40 anos após o retorno da democracia.

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Ao analisar o livro, observamos a reflexão sobre a identidade, verdade e resiliência em meio às sombras da história argentina. Claudia Poblete Hlaczik, aos 45 anos, dedica-se à informática e apoia ativamente as Avós da Plaza de Mayo na busca por outras vítimas. “Seu Nome não é seu Nome” continua a impactar leitores com sua narrativa envolvente e revelações profundas sobre uma das muitas histórias de desaparecidos vivos na Argentina.

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