EUA agem contra transmissão sexual do Zika

Postado em: 04-02-2016 às 00h00
Por: Redação
O vírus Zika é transmitido aos seres humanos pela picada de mosquitos da espécie Aedes aegypti infectados e está associado a complicações neurológicas e malformações em fetos.

Depois de confirmar a ocorrência, no estado do Texas, de um caso de paciente infectado pelo vírus Zika transmitido por relação sexual, e não pela picada do mosquito Aedes aegypti, as autoridades norte-americanas de saúde anunciaram que vão adotar novas medidas para evitar novos casos. Já anteciparam que o uso de preservativos para homens será uma das recomendações a serem adotadas.

Conter novos casos de transmissão de Zika por relação sexual entra no rol dos dos esforços da Organização Mundial da Saúde (OMS) e dos governos de todo o mundo para conter a epidemia da doença.

O Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), órgão responsável pelas medidas de emergência em situações de ameaça à saúde pública dos Estados Unidos, confirmou ontem (2) que uma pessoa com o vírus Zika foi infectada depois de ter relações sexuais com alguém que havia retornado da Venezuela.

O CDC também confirmou as informaçõs das autoridades de saúde, no Texas, de que a pessoa infectada pelo vírus Zika, por relação secual, não deixou os Estados Unidos. Até o momento, as autoridades não informaram o sexo da pessoa infectada.

OMS 

O Departamento para a Europa da Organização Mundial da Saúde (OMS) pediu hoje (3) aos países europeus que tomem medidas para impedir a propagação do vírus Zika, considerando que o risco aumenta com o início da primavera e durante o verão.

“Todos os países europeus em que o mosquito Aedes aegypti (o transmissor) está presente podem ter risco de propagação da doença do vírus Zika”, disse a diretora regional da OMS, Zsuzsanna Jakab.

Lembrando que com o início da primavera e durante o verão aumenta o risco de o vírus Zika se espalhar, Jakab considera que “agora é o momento de os países se prepararem para reduzir o risco para suas populações”.

Segundo a OMS, não existe vacina ou tratamento para a doença, por isso a estratégia é proteger a região europeia do mosquito, por meio do controle e da eliminação dos locais de reprodução, da aplicação de inseticidas e da morte das larvas em caso de surtos.

A microcefalia é um distúrbio que resulta em num perímetro do crânio infantil mais baixo do que o normal, com consequências no desenvolvimento do bebé. 

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