Domingo, 26 de março de 2023

Participantes do G-20 discutem confiança econômica

O ministro da Fazenda, Nelson Barbosa representa o Brasil no encontro

Postado em: 27-02-2016 às 14h31
Por: Redação
O ministro da Fazenda, Nelson Barbosa representa o Brasil no encontro

Os
países do G20 acertaram, hoje, em Xangai (China), usar “todos os
instrumentos políticos” disponíveis, incluindo estímulos monetários e
orçamentais, para promover a confiança econômica, “preservar e fortalecer
a recuperação” da economia, divulgou a Bloomberg.

Segundo
um comunicado divulgado nesse sábado (27) pela Bloomberg News, os ministros das
Finanças das grandes potências que integram o G-20, reunidos na sexta-feira e
no sábado, chegaram a acordo quanto ao uso de “todas as ferramentas
políticas”, que incluem ainda as reformas estruturais, tanto
“individual como coletivamente”, de acordo com o rascunho do
comunicado final dos ministros das Finanças do G-20.

O texto
destaca a necessidade dos grandes bancos centrais continuarem ou mesmo
aumentarem as suas políticas “já ultra-acomodatícias”.

Continua após a publicidade

“As
políticas monetárias apoiarão a atividade e a assegurar a estabilidade dos
preços”, mesmo que elas não consigam por si só conduzir “a um
crescimento sustentável”, refere o comunicado, cuja versão final será
apresentada hoje à noite.

A
política orçamental, que significa para os Estados um aumento das despesas
públicas para consolidar a atividade, deverá ser implementada de forma
“flexível”, diz o projeto de comunicado.

Os
ministros das Finanças do G-20 deram início ao encontro na sexta-feira, que
ficou marcado pela existência de “claras diferenças” entre os
Estados-Membros, após uma intervenção violenta do ministro das Finanças alemão,
Wolfgang Schäuble, contra as políticas de estímulo.

Os
estímulos orçamentais “perderam sua eficácia” e as políticas
monetárias ultra-acomodatícias “poderão tornar-se contraproducentes”,
tendo em conta “os seus potenciais efeitos adversos”, insistiu.

As
grandes potências devem concentrar-se nas suas verdadeiras tarefas, como as
reformas estruturais, afirmou Schäuble.

Pelo
contrário, vários membros do G20, com os Estados Unidos e a União Europeia (UE)
na liderança, levantaram as suas vozes em defesa de uma maior flexibilização
monetária. 

(Agência Brasil) (Foto: Reprodução G-20)

Veja Também