Reino Unido segue de perto a variante Delta Plus, que também tem preocupado a Europa

Batizada de 'variante Delta Plus', essa variante do coronavírus está sob a lupa do Reino Unido, em pleno aumento de infecções

Postado em: 22-10-2021 às 15h11
Por: Alexandre Paes
Batizada de 'variante Delta Plus', essa variante do coronavírus está sob a lupa do Reino Unido, em pleno aumento de infecções | Foto: Reprodução

A variante Delta Plus começou a se espalhar pelo Reino Unido carregada de mutações adicionadas na ponta do coronavírus, e sendo um vírus de maior contagiosidade. A variante foi confirmada pela primeira vez no Reino Unido em julho de 2021, já foi identificada em pelo menos 44 países, de acordo com dados do portal outbreak.info, que coleta estatísticas globais de covid.

Os dados oficiais mais recentes sugerem que 6% dos casos que foram sequenciados geneticamente são de um novo tipo, o chamado AY.4.2 ou delta plus (+). O Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos informou nesta quarta-feira (21/10) que a variante AY.4.2 ainda é “muito rara” no país, representando menos de 0,05% dos vírus sequenciados, com menos de 10 casos reportados.

O Reino Unido vive uma onda de infecções que, desde agosto, não consegue controlar. A verdade é que essa variante não está impactando diretamente nas internações e nos óbitos das ondas anteriores, pois as vacinas para seus grupos de maior risco estão funcionando bem, pois a resposta imunológica é alta.

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Nas últimas 24 horas o Reino Unido relatou 45.140 novos casos de coronavírus, considerado número recorde desde julho. A maioria dos casos detectados corresponde ao Delta ‘clássico’ e não à variante Delta Plus.

A autoridade americana diz estar monitorando de perto a nova variante, pois ela tem duas mutações na proteína spike (que liga o vírus às células humanas iniciando a infecção), e que os especialistas avaliam que podem dar vantagens de sobrevivência ao vírus.

Cada mutação, por sua vez, geralmente é designada com uma letra, três números e outra letra. E as letras nada mais são do que moléculas (aminoácidos) que mudam espontaneamente ou são apagadas. Chamamos essas mudanças de mutações.

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