Segunda-feira, 22 de julho de 2024

ONU aponta que migrantes já somam 258 milhões de pessoas em todo o mundo

Migrantes enviaram para casa, em 2017, remessas no valor de US$ 596 bilhões. Deste total, US$ 450 bilhões foram destinados a países em desenvolvimento

Postado em: 18-12-2017 às 14h25
Por: Victor Pimenta
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Migrantes enviaram para casa, em 2017, remessas no valor de US$ 596 bilhões. Deste total, US$ 450 bilhões foram destinados a países em desenvolvimento

As Nações Unidas celebram o Dia
Internacional do Migrante neste 18 de dezembro. O secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmou
que a data é uma oportunidade para celebrar a vitalidade dos cerca de 258
milhões de migrantes existentes atualmente no mundo. Em mensagem, Guterres
disse que é preciso reconhecer as contribuições e os benefícios econômicos,
sociais e culturais gerados pela migração.

Do ponto de vista econômico, os migrantes enviaram para casa
em 2017 remessas no valor de US$ 596 bilhões, segundo o Banco Mundial. Deste
total, US$ 450 bilhões foram destinados a países em desenvolvimento.

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O líder da ONU pediu mais cooperação e solidariedade para com
os migrantes, “uma vez que o sentimento de hostilidade tem crescido,
infelizmente, ao redor do mundo. E, por isso mesmo, a solidariedade nunca foi
tão urgente como agora”.

Guterres lembrou que a migração é um tema que sempre esteve
presente no mundo e que as pessoas sempre se movimentaram à procura de novas
oportunidades. E que eventos como as mudanças climáticas, a instabilidade
política e social, a demografia, além de um aumento de desigualdades e demandas
não respondidas no mercado de trabalho, apontam que a migração veio para ficar.
E disse que o mundo precisa de uma cooperação internacional efetiva no
gerenciamento da migração.

Para o secretário-geral, o gerenciamento da migração deve
garantir que os benefícios dela sejam distribuídos amplamente e que os direitos
humanos de todos os envolvidos sejam protegidos de maneira apropriada, como é
previsto pela Agenda 2030 de Desenvolvimento Sustentável.

Pacto Global

Para o representante da União Europeia (UE) junto à ONU,
embaixador João Manuel Vale de Almeida,
a migração é uma realidade que deve ser compreendida por todos. “Há
mais gente hoje em mobilidade do que em qualquer outro momento da história da
humanidade. Por razões diversas: pessoas que fogem em conflitos, pessoas que
têm o estatuto de refugiados porque são perseguidos em seus países de origem,
mas pessoas que também migram por razões econômicas, para terem uma melhor vida
para os seus filhos e para as suas famílias.”

O representante da UE afirmou que a questão da migração tem
de ser discutida num fórum global, pois “os fenômenos globais exigem
soluções globais. Não são compatíveis com soluções nacionais nem sequer com soluções
regionais. Portanto, nós o que procuramos, o conjunto da comunidade
internacional, com o conjunto das instituições internacionais, com as Nações
Unidas,  é encontrar soluções globais
para o fenômeno da mobilidade das pessoas.”

No ano passado, líderes mundiais se comprometeram em adotar o
Pacto Global para Migração Segura, Ordenada e Regular em 2018. Para o chefe da
ONU, é preciso fazer com que a migração funcione para todos.

Retrocesso

Apesar dos esforços internacionais em torno da
migração, o fenômeno vem enfrentando dificuldades. No começo deste mês de
dezembro, por exemplo, o presidente da Assembleia Geral das Nações Unidas,
Miroslav Lajcak, expressou seu pesar pela decisão dos EUA de se retirar do
pacto global de migração, um processo liderado pela ONU para promover uma
migração segura, ordenada e regular. Lajcak lamentou a decisão dos EUA, dizendo
que nenhum país pode lidar sozinho com a migração internacional. 

Fonte: Agência Brasil. (Foto: Reprodução/La Voz)

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