Segunda-feira, 15 de abril de 2024

Netanyahu responde às declarações de Lula e convoca embaixador brasileiro

Durante viagem oficial à Etiópia, Lula criticou às ações israelenses e classificou as mortes de civis em Gaza como "genocídio"

Postado em: 18-02-2024 às 16h40
Por: Vitória Bronzati
Imagem Ilustrando a Notícia: Netanyahu responde às declarações de Lula e convoca embaixador brasileiro
A Federação Árabe Palestina no Brasil sugeriu que talvez seja hora de cortar relações com Israel em resposta às críticas do primeiro-ministro Netanyahu | Foto: Reprodução/X

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, reagiu veementemente às declarações do presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, neste domingo (18). Netanyahu considerou as palavras de Lula como ultrapassando uma “linha vermelha”, referindo-se à comparação feita por Lula entre as operações israelenses na Faixa de Gaza e o Holocausto perpetrado por Adolf Hitler.

Em uma série de posts em sua conta verificada na rede social X, Netanyahu classificou as afirmações de Lula como “vergonhosas e graves”, acusando-o de banalizar o Holocausto e prejudicar tanto o povo judeu quanto o direito de Israel se defender. Como resposta, o premiê israelense convocou o embaixador do Brasil em Israel para uma conversa de reprimenda, destacando a seriedade do descontentamento.

O ministro das Relações Exteriores de Israel, Israel Katz, também repudiou as declarações de Lula, descrevendo-as como “vergonhosas” e confirmando a convocação do embaixador brasileiro para esclarecimentos.

Lula, durante sua viagem oficial à Etiópia, reiterou suas críticas às operações em Gaza, classificando as mortes de civis como “genocídio” e condenando os cortes na ajuda humanitária na região. As entidades reagiram, com a Confederação Israelita no Brasil (Conib) repudiando a comparação com o Holocausto, considerando-a uma “distorção perversa da realidade”. Enquanto isso, a Federação Árabe Palestina no Brasil sugeriu que talvez seja hora de cortar relações com Israel em resposta às críticas do primeiro-ministro Netanyahu.

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