Presidente Javier Milei é apontado como culpado por morte de três lésbicas em ataque na Argentina

Homem atirou coquetel molotov em pensão onde dois casais lésbicos moravam

Postado em: 14-05-2024 às 17h56
Por: Andresa Cardoso dos Santos
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Reprodução: Fernando Frazão/Agência Brasil

Na madrugada do dia 6/05, um homem atirou coquetel molotov onde viviam dois casais de lésbicas, em Buenos Aires. O crime de ódio que tirou a vida de três mulheres foi cometido por um homem de 62 anos, não identificado, que provocou o incêndio na pensão utilizando panos encharcados em uma substância inflamável, como gasolina.

A primeira vítima morreu na terça-feira, dia 7; outra na quarta-feira, dia 8; e a última nesse domingo, dia 12. A quarta vítima ainda se recupera em um hospital.

O caso movimentou ativistas do país a protestarem em frente ao Congresso Argentino e à pensão onde as vítimas residem.

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Milei e sua política anti-humanitária

Em um discurso proferido no dia 17 de janeiro desde ano, o presidente da Argentina Javier Milei, do partido libertário, considerou o feminismo “uma luta ridícula e antinatural entre o homem e a mulher”.

Em comunicado postado no X (antigo Twitter), o Ministério da Mulher de Buenos Aires, governado por Axel Kicillof, manifestou seu repúdio à situação:

“Expressamos nossa preocupação às instituições envolvidas no caso e no processo judicial, uma vez que este crime de ódio não é um incidente isolado e está inserido em discursos que são irresponsavelmente reiterados pelo Governo nacional. A comunidade LGBT+ é historicamente discriminada, e a crise econômica e a escassez de acesso à moradia agravam sua situação de vulnerabilidade”.

Confira o comunicado completo aqui.

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