Defesa e Forças Armadas apresentam notícia-crime contra Ciro Gomes

As Forças Armadas e o ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, apresentaram uma notícia-crime à Procuradoria-Geral da República e nota

Postado em: 24-06-2022 às 10h43
Por: Francisco Costa
Ministério afirma pediu investigação contra o pedetista por "incitar, publicamente, animosidade entre as Forças Armadas" (Foto: Reprodução/Twitter)

As Forças Armadas e o ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, apresentaram uma notícia-crime à Procuradoria-Geral da República e nota contra Ciro Gomes (PDT). O pedido ocorre após o pedetista dizer à rádio CBN, na última terça (21), que alguns membros das FA são coniventes com o crime organizado, sobretudo, o tráfico de drogas na Amazônia.

Ciro também acusou um desmonte de órgãos de fiscalização desde que Bolsonaro (PL) assumiu a gestão do País. À PGR, o Ministério da Defesa pediu a investigação do pré-candidato à presidente por “incitar, publicamente, animosidade entre as Forças Armadas, ou delas contra os Poderes constitucionais, as instituições civis ou a sociedade”, ainda na quinta-feira (23).

O documento, que acusa Ciro de “propalar fatos, que sabe inverídicos, capazes de ofender a dignidade ou abalar o crédito ou a confiança que estas merecem do público” é assinado pelo ministro de Estado da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, e pelos comandantes do Exército, da Marinha e da Aeronáutica

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Resposta de Ciro Gomes

Pelo Twitter, Ciro se manifestou por nota pública. Ele afirmou que é ameaçado com notícia-crime após ter a fala descontextualizada. “A nota [das Forças Armadas], que mais uma vez explicita o grau de politização do atual comando das Forças Armadas, tenta distorcer a crítica que fiz ao notório descontrole que impera, em áreas da Amazônia, onde uma ‘holding do crime’ age impunemente.”

Segundo ele, em momento algum disse que as “Forças Armadas, enquanto instituições de estado, estariam envolvidas com essa holding criminosa”. E mais: “Afirmei – e reafirmo – que frente à desenvoltura com que um tipo de estado paralelo age na área, é impossível não imaginar que alguns membros das forças de segurança possam estar sendo coniventes por dolo ou omissão.”

Por fim, disse que não confunde a ação das Forças Armadas com possíveis erros de alguns membros e, da mesma forma, também não confunde “a essência da instituição com a linha imposta por comandos temporários que tentam submetê-la a caprichos políticos e interesses eleitorais”.

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