Terça-feira, 20 de fevereiro de 2024

Marconi pode assumir presidência nacional do PSDB em convenção do dia 30

Ex-governador conversou com a reportagem sobre as especulações acerca de seu nome. Apesar da fase ruim que enfrenta, em Goiás, PSDB é a segunda legenda com mais filiados

Postado em: 25-11-2023 às 09h40
Por: Francisco Costa
Imagem Ilustrando a Notícia: Marconi pode assumir presidência nacional do PSDB em convenção do dia 30
Marconi pode assumir presidência nacional do PSDB em convenção do dia 30 | Foto: Reprodução

Ex-governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB) não descarta assumir o comando do PSDB Nacional. Ao Jornal O Hoje, o político afirmou que ainda não tem nada definido e ressaltou que a Convenção Nacional acontecerá no dia 30 de novembro, em Brasília.

Vale lembrar, o tucano foi eleito presidente do PSDB Goiás, no começo de outubro. Ele já estava no comando da legenda desde 2021, quando assumiu no lugar do então dirigente José Eliton (hoje no PSB), que se licenciou antes de deixar a sigla. 

Apesar disso, foi a primeira vez que Marconi foi eleito para o cargo. Perillo se filiou ao PSDB em 1995, quando era deputado estadual. Ainda assim, a maior liderança do tucanato goiano nunca tinha sido presidente por eleição – mas a legenda sempre teve o comando de pessoas próximas a ele, desde que ele entrou para o partido. 

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Sobre a sucessão, o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, já deixou claro que não irá continuar na presidência do PSDB. Nome forte dentro da legenda, o deputado federal Aécio Neves (MG), que também já comandou a sigla, não tem interesse em assumir.

O mineiro, todavia, citou o ex-governador Marconi Perillo como figura que poderia ocupar a cadeira. Além dele, Neves mencionou o ex-senador José Aníbal (SP), o ex-governador Reinaldo Azambuja (MS), a governadora Raquel Lyra (PE) e o líder na Câmara, Adolfo Viana (BA).

“Todos eles podem nos conduzir no futuro, para que o Brasil possa ter uma opção aos extremos, a essa polarização de hoje. O PSDB é alternativa ao lulismo e ao bolsonarismo”, declarou ao jornal Folha de S.Paulo, em outubro.

“O melhor seria que ele [Leite] pudesse continuar à frente do partido. Mas reconheço as suas limitações, e se for essa a sua decisão, temos que respeitar. Certamente ele vai conduzir um amplo debate interno para ver quem tem o melhor perfil para conduzir”, completou.

PSDB sofre, mas tem filiados 

Em Goiás, o PSDB é a segunda legenda com mais filiados: 69.179, atualmente. Em agosto de 2022 eram 71.371. É preciso lembrar, por meio do “Tempo Novo”, Marconi e aliados permaneceram 20 anos no poder, no Estado. Além disso, nacionalmente o partido tinha grande destaque, polarizando com o PT até 2014. 

Hoje fragilizado no País e em Goiás – o ex-governador teve duas derrotas ao Senado nos últimos anos –o PSDB ainda mantém um alto número de filiados, bem como uma deputada federal goiana, sendo 18 no total pela federação com o Cidadania. No País, partido tinha 1.352.597 em agosto passado. Atualmente, 1.327.137. Nacionalmente, a redução foi de cerca de 1,9%.

Nesse cenário, Marconi trabalharia para reerguer a sigla, que tem perdido força. Além disso, poderia impulsionar os próprios projetos, em 2026. Analistas sugerem que o ex-governador pode tentar retornar ao Palácio das Esmeraldas.

Em 2022, ele tentou o Senado, mas foi superado pelo candidato bolsonarista, Wilder Morais (PL). Ele era cotado para disputar o governo contra Ronaldo Caiado (União Brasil), mas optou pela Casa Alta do Congresso no último momento. 

Em 2026, o concorrente seria o vice-governador Daniel Vilela (MDB). O próprio Wilder também é apontado como possível nome na disputa pelo governo. É um cenário diferente e, a depender da possível gestão Perillo no tucanato nacional, mais propícia.

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