Quarta-feira, 28 de fevereiro de 2024

Bruno articula sem falar mal de Jânio e defende pesquisa para definir nome em Goiânia

Virmondes Cruvinel afirma que Peixoto tem apoio da maioria dos deputados com voto na capital e alfineta Darrot: “Não tem identidade com Goiânia"

Postado em: 27-11-2023 às 07h59
Por: Redação
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Virmondes Cruvinel afirma que Peixoto tem apoio da maioria dos deputados com voto na capital e alfineta Darrot: “Não tem identidade com Goiânia" | Foto: Agência Assembleia de Notícias

Francisco Costa e Luan Monteiro

Pré-candidato à prefeitura de Goiânia, o presidente da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), Bruno Peixoto (União Brasil), segue com as articulações para viabilizar o nome na disputa pela base do governador Ronaldo Caiado (União Brasil). Ele, todavia, encontrou outro possível representante do caiadismo, o ex-prefeito de Trindade, Jânio Darrot (MDB).

Aliado de Bruno, o deputado estadual Virmondes Cruvinel (União Brasil) afirma que Peixoto segue com a articulação de forma tranquila e não atua contra o “adversário”. “Atua sem falar mal de Jânio”, destaca.

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Ainda segundo Virmondes, existem conversas para que a definição do nome da base ocorra pela observação do cenário de pesquisas. Seria um critério objetivo, avalia Cruvinel. Ele reforça, ainda, que o presidente da Alego conta com o apoio “da ampla maioria dos deputados com votos em Goiânia”.

Outro ponto lembrado por Virmondes é que Bruno Peixoto viajou à China com o governador Ronaldo Caiado este mês. Ele não arrisca o conteúdo das conversas, mas acredita que a disputa pelo paço da capital teve destaque nos diálogos dos presidentes de Poderes.

Questionado sobre o que pensa de Jânio, Cruvinel não o vê como o representante ideal para a capital. “Não tem identidade com Goiânia. Defendo o perfil do Bruno por já conhecer Goiânia e ser gestor na Alego”, argumenta.

Busca por Jânio e outros

É preciso lembrar que o próprio governador Ronaldo Caiado foi quem convidou Jânio para discutir a possibilidade de disputa em Goiânia. A posição sinaliza que o gestor estadual não estava decidido sobre o nome de Peixoto no páreo.

A leitura, segundo fontes palacianas, é de que Bruno é, de fato, um verdadeiro aliado. O presidente do Legislativo, todos sabem, apoiou o governo, sem hesitar, em momentos cruciais para a gestão. O político foi o líder caiadista de 2019 até o término do primeiro mandato, quando se consagrou presidente da Casa de Leis. 

A lealdade de Bruno em relação ao governo é quase que “incontestável”, mas é aí que, segundo palacianos que falaram em off com a reportagem, “mora o problema”. “O governador não ganha nada apoiando o Bruno para a prefeitura”, resumiu um dos nomes consultados. 

A fonte é defensora da tese de que o governador precisa “conquistar aliados” de olho nas eleições de 2026. “Pense comigo, se o governador apoiar o Vanderlan, ele o traz para a base. Se o governador apoiar, suponhamos, a Accorsi, ele a traz para a base. Se o governador apoiar o Rogério, ele o traz para a base. Enfim, qualquer nome que ele apoiar que não seja, nesse momento, do núcleo duro de seu grupo político, agregará sua base.” 

Nesse sentido, Jânio, que já é aliado, também não seria vantagem. Mas é uma forma de manter o presidente da Alego onde está e onde faz, sobretudo, muita diferença para o governo do Estado. Para Caiado, segundo analistas, é interessante ter relação harmônica com o parlamento – ainda mais que tinha com o Lissauer Vieira (PL), o comandante anterior da Assembleia.

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