Terça-feira, 27 de fevereiro de 2024

PSDB trabalha por nome forte em Goiânia e Anápolis

Cidade vizinha a capital é berço do governador Ronaldo Caiado, adversário político do ex-governador, mentor intelectual do PSDB goiano, Marconi Perillo

Postado em: 28-11-2023 às 07h45
Por: Felipe Cardoso
Imagem Ilustrando a Notícia: PSDB trabalha por nome forte em Goiânia e Anápolis
O partido, por meio de seu representante máximo, o ex-governador Marconi Perillo, tem realizado, dia sim outro também, reuniões com figuras estratégicas a fim de, como uma fênix, ressurgir das cinzas | Foto: Reprodução

O PSDB goiano tem dado sinais de sobrevivência. O partido segue alicerçado pelo sonho de resgatar sua influência na política goiana. Tudo dependerá, avaliam interlocutores da sigla, das eleições que se aproximam. O partido, por meio de seu representante máximo, o ex-governador Marconi Perillo, tem realizado, dia sim outro também, reuniões com figuras estratégicas a fim de, como uma fênix, ressurgir das cinzas.

O ponto de partida é, como já mostrado pela reportagem, lançar candidatura própria em Goiânia. O nome será o do primeiro suplente de deputado federal, Matheus Ribeiro. O jornalista é visto como uma figura capaz de oxigenar a imagem do partido, bem como alcançar a juventude que ao longo dos últimos anos, em um movimento homogêneo, não exitou em desembarcar do seio do tucanato. 

Como se não bastasse o mergulho na disputa pela capital, o PSDB não abre mão de ter, também, um nome competitivo na cidade de Anápolis — berço do governador Ronaldo Caiado (UB), que é um dos principais adversários políticos de Perillo. Nos dois cenários, é importante ressaltar, existe uma vácuo de poder. 

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Em Goiânia, o prefeito Rogério Cruz (Republicanos) trava uma enorme batalha em busca da adesão de seu nome pela população goianiense. Não há, em paralelo, nomes consolidados para o páreo, senão os já amplamente conhecidos pela população da cidade. Nesse caso, Matheus tem tudo para figurar não apenas como o grande representante da juventude, mas também como alguém sinônimo do “novo”. Pelo menos essa é a aposta da maioria dos tucanos. 

De volta, porém, a Anápolis, a situação não é tão diferente. Por lá, o único nome certamente definido é do candidato oposicionista Antonio Gomide. Em nome do Partido dos Trabalhadores, Gomide deve ser o único a liderar a oposição político-partidária na cidade. Como se não bastasse, o parlamentar lida com um cenário, por ora, um tanto quanto confortável. Isso porque o atual prefeito, Roberto Naves, está impedido de concorrer, haja vista sua reeleição em 2020. 

Enquanto lideranças da situação batem cabeça em busca de um nome, o PSDB corre em via paralela para formar um candidato competitivo na cidade. Se assim o fizer, tem potencial para figurar como uma espécie de terceira via, e isso soma, de maneira exponencial, ao projeto de Perillo para 2026.

A informação de que o ex-governador tem preparado o ex-presidente do Ipasgo, Hélio Lopes, recentemente filiado ao partido, para mergulhar na disputa. “Se Marconi derrotar o candidato do governo em Anápolis sairia gigante”, relata um dos nomes consultados. 

Fontes ligadas ao ex-governador afirmam que um novo momento está a caminho. A leitura é que a chegada de Marconi à presidência nacional do partido nos próximos dias tende a “mudar tudo”, além de “reinserir” o político no jogo. “Marconi Perillo está convicto que os novos desafios em reestruturar o PSDB a nível nacional, especialmente em Goiás, vai exigir muita dedicação e diálogo, assim como fizemos em Goiás a partir de 1998, restituindo a esperança das pessoas em dias melhores”, declarou uma fonte. 

O mesmo interlocutor afirma sem titubear que Marconi tem dito aos aliados que se orgulha em pertencer a um partido que tem uma “história de contribuição ao desenvolvimento econômico e social do país” — a ideia é que esse discurso seja levado, inclusive, às campanhas dos candidatos tucanos Goiás afora. Também deve ser explorada a marca do PSDB com o Plano Real e seus programas de proteção aos mais vulneráveis, “ponto de partida das dezenas de programas de rede de proteção social nos governos federal, estaduais e nos municípios”, defende o entrevistado.

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