Quarta-feira, 28 de fevereiro de 2024

Caiado diz que Daniel Vilela “saberá continuar projeto” governista em 2026

Nos bastidores, declaração foi lida como um recado ao presidente da Alego, Bruno Peixoto, que considerou disputar o Governo de Goiás, em 2026, caso não tenha apoio da base governista para a prefeitura de Goiânia no ano que vem

Postado em: 06-12-2023 às 08h30
Por: Luan Monteiro
Imagem Ilustrando a Notícia: Caiado diz que Daniel Vilela “saberá continuar projeto” governista em 2026
Caiado deixou clara a aposta no nome de Daniel Vilela (MDB), seu vice, como sucessor de seu governo em 2026 | Foto: Reprodução

O charmoso jardim do Palácio das Esmeraldas, residência oficial do governador de Goiás, Ronaldo Caiado (UB), foi palco, na manhã da última quarta-feira, 5, de uma confraternização do gestor com integrantes da imprensa goiana. Personalidades de diversos veículos, portais, emissoras de rádio e televisão se reuniram em um café da manhã regado a conversas sobre os desafios da profissão e, claro, sobre política. 

Um trecho do discurso do governador, inclusive, chamou atenção da imprensa especializada na cobertura política. Acontece que Caiado deixou clara a aposta no nome de Daniel Vilela (MDB), seu vice, como sucessor de seu governo em 2026. 

“Sempre admirei esse jovem. Ele teve a capacidade de votar um dos temas mais delicados assuntos do Congresso Nacional, que foi a Reforma Trabalhista. Medida que tanto produziu empregos no Brasil. Debati com ele, depois tive a humildade de chamá-lo para ser meu vice e tenho certeza que ele saberá continuar esse projeto, pela formação que tem, pela responsabilidade política e pela herança que recebeu da formação de seu pai [Maguito Vilela]”. 

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Em outro trecho, o governador destacou que uma de suas maiores virtudes passa pelo reconhecimento da capacidade das pessoas em somar com o Estado. “Nunca contestei a inteligência e capacidade de gestão de ninguém, pois precisamos de políticos que saibam nos representar cada vez mais”, disse o político ao citar também o nome de seu ex-adversário político e ex-prefeito de Aparecida de Goiânia, Gustavo Mendanha (PRD, rumo ao MDB). 

Na interpretação de uma parte considerável dos analistas presentes, o recado foi claramente direcionado ao presidente da Assembleia Legislativa (Alego), Bruno Peixoto (UB), que, dias antes, falou, em entrevista ao jornal O Popular, que pode disputar o governo, em 2026, caso não termine apoiado pela base do governo nas eleições do ano que vem. 

Na ocasião, Peixoto disse que pode “focar em outras posições” caso seu projeto não seja aprovado agora. Detran elas, inclusive, uma eventual disputa ao governo goiano. “Vai depender da população do estado. Vai depender dos partidos políticos. Vai depender do perfil. Algo que não tenho medo é de disputar eleição”, disse. Em outro trecho, o político elencou os motivos que o permitem brigar pelo apoio do governo. 

“Nasci em Goiânia, conheço cada campo da cidade, sou economista, advogado, pós-graduado em gestão de controladoria. Fui duas vezes vereador, líder de Iris Rezende, quatro vezes deputado estadual, líder da oposição, líder do governo e agora presido a Assembleia”, enumerou o parlamentar em entrevista ao veículo. 

Em entrevista coletiva, na manhã de ontem, Vilela comentou as palavras de Caiado. “O governador sempre foi muito claro nos seus projetos, nas suas posições políticas. Fico feliz. Talvez vocês estejam surpresos porque o viram dizer isso pela primeira vez, mas ele diz isso quase em todos os eventos em que participa. Agora, ninguém tem nada garantido. É preciso construir. O desejo de ser algo, todo mundo tem. Agora, é preciso construir e tenho certeza que teremos a tranquilidade da base política do governador Ronaldo Caiado para construir candidaturas a prefeito e naturalmente candidatura para 2026”. 

Sobre a queda de braço entre Jânio e Bruno, Daniel considerou algo natural em política. “Eles são amigos e têm um diálogo. Estão conversando constantemente. Ambos têm características peculiares e tenho certeza que tomaremos uma decisão em comum acordo entre eles ou outros pré-candidatos”, disse.

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