Quarta-feira, 28 de fevereiro de 2024

“Quem colocou Vanguarda na oposição foi Jovair”, diz líder do bloco

Grupo da Câmara de Goiânia segue sem resolver problemas iniciados com a exoneração de indicados, no começo de novembro

Postado em: 07-12-2023 às 10h30
Por: Redação
Imagem Ilustrando a Notícia: “Quem colocou Vanguarda na oposição foi Jovair”, diz líder do bloco
Uma fonte consultada pela reportagem confirmou que houve um desentendimento entre os políticos | Foto: João Ricardo

Felipe Cardoso e Francisco Costa

“Quem colocou o Vanguarda na oposição foi o Jovair”, argumenta o líder do bloco da Câmara de Goiânia, vereador Igor Franco (Solidariedade). O grupo ainda aguarda uma resolução do prefeito Rogério Cruz (Republicanos) para reaproximação. 

Sobre o imbróglio, no dia 1º de novembro, a relação dos vereadores com o Executivo se tornou mais tensa após a exoneração do secretário de Desenvolvimento e Economia Criativa, Diogo Franco, e outras 165 pessoas que ocupavam cargos no Instituto Municipal de Assistência à Saúde dos Servidores de Goiânia (Imas). Eles foram indicados pelo grupo.

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O bloco é formado pelos vereadores Igor Franco, Welton Lemos (Podemos), Markim Goyá (Patriota), Lucas Kitão (PSD), Paulo Magalhães (União Brasil) e Gabriela Rodart (PTB). A expectativa é que Bill Guerra (Solidariedade), que assumiu no lugar do recém cassado Léo José, entre no grupo. 

De acordo com Franco, atualmente não há relacionamento com o prefeito e o grupo segue na oposição. “O Kitão, a Gabriela e o Welton se reuniram com o prefeito. Aí passaram para o Jovair [secretário de Governo e responsável pela articulação com o Legislativo], mas travou e não resolveu. Então, seguimos na oposição.”

Segundo ele, o prefeito Rogério Cruz autorizou Jovair a sanar os problemas que abalam a relação com o grupo, mas o secretário não resolveu. “Ele tem travado a solução. Quem colocou o Vanguarda na oposição foi o Jovair.”

Questionado sobre as razões para esse comportamento, Igor diz se tratar de uma ‘questão pessoal’. “É uma briga pessoal dele comigo”, afirma sem detalhar. O Jornal O Hoje tentou contato telefônico com Jovair, mas não obteve sucesso. 

Uma fonte consultada pela reportagem confirmou que houve um desentendimento entre os políticos. A razão seria o acompanhamento jurídico em processos relacionados à cota de gênero que culminou na queda de alguns vereadores. “A Justiça não socorre quem dorme. Muitos outros teriam, mas não tiveram advogados que correram atrás. Mas tudo ocorreu dentro da lei, não foi influência dentro de tribunal, como insinuaram”. Leo José, um dos impactados, é sobrinho de Jovair.

Membro do bloco

Outro membro do Vanguarda, Paulo Magalhães afirma que Jovair o convidou para conversar com ele na prefeitura. “Vou conversar e tenho certeza que as coisas vão acontecer da melhor forma possível. É fim de ano, vamos perdoar o que passou e virar a página. Começar 2024 com vida nova.” 

Segundo ele, independente dos problemas pessoais ou do grupo com Jovair, a situação tem que ser sanada. “Eu não posso deixar minhas emendas paradas por capricho da oposição. Minhas emendas tem que sair. Temos emendas de 2019, 2020, 2021, 2022 e 2023. Quero fazer acerto tanto com Jovair quanto o prefeito, é lei”.

A fala de Paulo demonstra que ele e o secretário têm evitado uma conversa em conjunto com o bloco. Uma outra fonte, inclusive, informou ao veículo de comunicação que Bill Guerra, que deve entrar no grupo, também já se reuniu.

Sobre as exonerações

As exonerações ocorreram após os embates recentes travados entre os membros do Vanguarda e o presidente da Câmara, vereador Romário Policarpo (Patriota). Além disso, à época, Paulo Magalhães também teve um desentendimento com o líder do governo, Anselmo Pereira (MDB).

Ainda em outubro, o grupo pediu, por ofício, que houvesse a eleição da 1ª vice-presidência da mesa diretora. Romário afirmou que não cederia à pressão e declarou que a decisão era do presidente. “Decisão que vou tomar e não serei pautado por aqueles que assim o querem. É direito deles cobrar, mas é direito meu decidir o momento certo de fazer”.

Sobre as exonerações, à época Igor afirmou que eram “insignificantes”. “Não estamos preocupados com a situação da exoneração. Ninguém precisou do bloco para ter voto. Hoje temos mandato, equipe de gabinete, então estão todos muito tranquilos”.

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