Segunda-feira, 26 de fevereiro de 2024

General Heleno deve prestar esclarecimentos sobre sua atuação, diz Marco Cepik 

Em entrevista ao jornal O Globo, o atual diretor-adjunto da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), defendeu investigações contra a ‘Abin Paralela’ | Foto: Abin

Postado em: 03-02-2024 às 13h07
Por: Isadora Miranda
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Em entrevista ao jornal O Globo, o atual diretor-adjunto da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), defendeu investigações contra a ‘Abin Paralela’ | Foto: Abin

Marco Cepik, novo diretor-adjunto da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), revelou, ao O Globo, na última sexta-feira (2), que é necessário investigar a atuação do general Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), na agência.  

Na entrevista, Cepik informou que existia uma relação de autoridade entre o ex-ministro e o ex-diretor-geral da Abin, Alexandre Ramagem. “Ele pode dizer que não esteve envolvido com o FirstMile, ou com a decisão disso ou daquilo, mas ele era o ministro chefe e essas dúvidas da sociedade devem ser esclarecidas”, explicou.  

Augusto Heleno foi intimado e irá depor na investigação sobre a ‘Abin Paralela’, núcleo da Abin que seria responsável por monitorar, de maneira ilegal, políticos, jornalistas e, até mesmo, ministros do STF, como Alexandre de Moraes. 

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O recém-nomeado diretor-adjunto falou, também, sobre o papel de Heleno na agência. “Não posso me manifestar quanto ao cotidiano administrativo do comportamento do general Heleno, que era o ministro chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI). O fato é que a Abin estava, naquele momento, subordinada à estrutura do GSI e, portanto, havia uma relação de autoridade entre o ministro e o diretor da Abin, Ramagem. Ele [Heleno] pode dizer que não esteve envolvido com o FirstMile, ou com a decisão disso ou daquilo, mas ele era o ministro chefe essas dúvidas da sociedade deveriam ser esclarecidas. Qual era o papel dele? Isso, como seria com qualquer agente público, deve ser esclarecido. Por omissão ou cometimento do ato, qual foi seu envolvimento nos atos que estão sendo investigados?”, esclareceu o “número 2” da Abin.  

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