Segunda-feira, 26 de fevereiro de 2024

Caiado quer apoiar Cruz, sobretudo porque tem um alvo maior

Governador mira os evangélicos de todo o Brasil para chegar forte em 2026. Um caminho para chegar aos bolsonaristas religosos é o Republicanos, do prefeito

Postado em: 05-02-2024 às 10h58
Por: Yago Sales
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Governador mira os evangélicos de todo o Brasil para chegar forte em 2026. Um caminho para chegar aos bolsonaristas religosos é o Republicanos, do prefeito | Foto: Reprodução

O assunto que pulula em qualquer mesa de restaurante, de bar, almoço ou jantar no Aldeia do Vale – ou qualquer dos condomínios bacanas -, ou em gabinetes de qualquer dos três poderes é, sem dúvidas, o pleito municipal. 

Composições político-partidárias já se formam, como é o caso da frente ampla da esquerda em torno do nome da deputada federal Adriana Accorsi que, pelo Partido dos Trabalhadores do presidente Lula da Silva, vai concorrer à Prefeitura de Goiânia. Accorsi vem se somar à oposição ao atual mandatário, o prefeito do Republicanos, Rogério Cruz. 

Embora houvesse burburinho sobre aliança entre Accorsi e o senador Vanderlan Cardoso (PSD), aparentemente que o desenrolar da história vai, realmente, com o ex-prefeito de Senador Canedo disputando ao Paço com fortes chances de, pelo menos, ir ao segundo turno. 

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E tem, claro, os dois nomes mais emblemáticos: o presidente da Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego) Bruno Peixoto (União Brasil) e o ex-prefeito de Trindade, Jânio Darrot (MDB). Darrot, inclusive, ganhou o ‘sopro de vida’ de um invejável aliado: Gustavo Mendanha, que, inclusive, em algumas pesquisas, aparece como na frente na corrida eleitoral, com capacidade de unir em seu entorno um grupo invencível. 

Quem vai ao segundo turno e com quem? A expectativa é que os nomes citados anteriormente, Adriana Accorsi (PT), Vanderlan Cardoso (PSD), Rogério Cruz (Republicanos), Bruno Peixoto (União Brasil) e Jânio Darrot (MDB) têm, à cada maneira, dentro de suas idiossincrasias, chegar ao segundo turno. 

Sabe-se que, em caso de Adriana e Rogério, Caiado apoiaria o segundo. Vanderlan e Rogério, Caiado, de novo, apoiaria o segundo. O Jornal O Hoje publicou dias atrás uma análise em que apontava que o governador tem uma ‘dívida moral’ ao prefeito da capital onde mora e governa Goiás: tudo pela lealdade devido à forma com que foi tratado por Rogério na disputa à reeleição, em 2022, quando, como se sabe, saiu-se vencedor. 

Rogério foi na contramão do Republicanos, que apostara, em João Campos, à época presidente da sigla, como candidato ao Senado na chapa de Gustavo Mendanha, que disputou o governo pelo Patriota. Cruz foi às ruas e, claro, às igrejas, em busca de apoio ao governador. 

Com isso, é possível que Caiado não tenha dificuldade de, dependendo do desempenho de Rogério, apoiá-lo. Vale lembrar que o prefeito tem corrido, com sua equipe, para entregar milhões em obras, impactando a vida dos goianienses – ou seja, eleitores. E vai despejar outros milhões em divulgação.  

Cruz tem condições de chegar ao segundo turno porque vai entregar obras. É consenso até entre os mais pessimistas. Caiado vai apoiá-lo. O governador não tem interesse apenas no interesse dos evangélicos goianos – com o qual já tem bom trânsito -, mas os religiosos do Brasil. Caiado precisa atrair essa fatia importante do eleitorado. 

E Cruz é um bom argumento para tanto. Afinal, o Republicanos, pelo País, tem evangélico de praticamente todas as denominações que anseiam por um líder que ocupe o espaço deixado pelo inelegível Jair Messias Bolsonaro (PL).

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