Com baixa no estoque, Biomédico fala sobre os mitos e verdades da doação de sangue

Postado em: 28-11-2021 às 17h36
Por: Alexandre Paes
Segundo Moisés Inácio, a doação de sangue é um ato simples, que não gera nenhum prejuízo ao organismo. | Foto: Reprodução

Com a pandemia, o número de doadores de sangue diminuiu muito, tanto nos bancos privados, quanto no público. Doar sangue é um ato de humanidade, e principalmente de amor ao próximo. Os seres humanos só podem receber sangue deles mesmos, ou seja, o sangue é único, só de humano para humano.

Com essa queda acentuada das bolsas de sangue, e por conta de não saber o conhecer os procedimento para se tornar um doador, o professor de Biomedicina, Moises Inácio, fala sobre os mitos e verdades.

Como me tornar um doador?

Todos podem ser doadores, pessoas a partir dos 16 anos até os 60 anos, desde que estejam em boas condições de saúde. Não podem doar, pessoas que tenham tido doenças, como malária, HIV e outras doenças infecto contagiosas como hepatite; usuários de drogas, pessoas que tenham feito tatuagem ou maquiagem definitiva há menos de um ano e pessoas abaixo dos 50 quilos.

“Quem tomou as vacinas Pfizer/AstraZeneca estão aptos para doação após 7 dias de imunizados e quem tomou a Coronavac estão aptos para doação após 48 horas. Para quem teve Covid está apto para doação 30 dias após a remissão de 100% dos sintomas”, orienta o biomédico.

Uma bolsa de sangue pode ajudar até quantas pessoas?

Em média, uma única bolsa, que possui no máximo 487 ml de sangue, pode ser utilizada por várias pessoas. Então, o processo é extremamente rigoroso e complexo, até chegar em quem precisa. O sangue é um produto perecível e possui prazo de validade. Ou seja, o sangue que você doou neste mês não vai durar até o fim do ano. Por isso, é preciso doar com regularidade. As mulheres podem doar a cada três meses e os homens a cada dois.

Porém, mulheres grávidas, puérperas e lactantes devem respeitar o período indicado pelo médico para poder doar. Mas fique atento, antes de ir doar sangue é preciso, ter tido uma boa noite de sono, não pode ter ingerido bebidas alcoólicas e nem comidas gordurosas.

Mitos e verdades sobre doação de sangue:

Ninguém fica mais fraco ou doente por doar sangue. “Um dos mitos mais comuns é de quem doou uma vez, é obrigado a virar doador frequente, isso não é verdade. Mas seria bom que houvesse mais doadores frequentes no Brasil”, justifica o professor. “Doar também não engrossa o sangue, isso não é real. Também não engorda e nem emagrece, muito menos fica com menos sangue”, explica Moises. 

Segundo informações do Hemocentro Goiás, desde o início da pandemia no ano passado, as doações caíram muito. A redução média foi de 20% na quantidade de doadores. Se a quantidade ideal de captação diária é de 200 bolsas, são menos 40 doadores todo dia. Em um mês há um déficit de 1.040 doadores. São muitas pessoas que não serão beneficiadas por esse sangue e podem até morrer pela falta dele.

Para quem está com medo de ir ao banco de sangue, as equipes estão preparadas para receber os doadores, com todas as medidas de proteção contra à Covid-19, para que se alcance a máxima segurança possível, antes, durante e após a doação do sangue.

O professor faz um alerta e orienta para que a população realize esse ato de doar ao próximo a esperança, principalmente nessa época do ano, em que as festividades ocasionam uma grande utilização dos estoques de sangue devido aos acidentes. “O final de ano é um período de grande baixa nos estoques, não podemos deixar que essa situação se repita”, finaliza Moises.

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