‘Superpedido de impeachment’ contra Jair Bolsonaro é apresentado na Câmara

Pedido tem assinatura de políticos que romperam com o governo, como os deputados federais Alexandre Frota (PSDB-SP), Kim Kataguiri (DEM-SP) e Joice Hasselmann (PSL-SP).

Postado em: 30-06-2021 às 16h19
Por: Alice Orth
Pedido tem assinatura de políticos que romperam com o governo, como os deputados federais Alexandre Frota (PSDB-SP), Kim Kataguiri (DEM-SP) e Joice Hasselmann (PSL-SP). | Foto: Reprodução

Cerca de 120 pedidos de impeachment do presidente Jair Bolsonaro foram reunidos pela oposição e ex-aliados e apresentado como um “superpedido” nesta quarta-feira (30/06). São 23 diferentes acusações, com assinatura de políticos que romperam com o governo, como os deputados federais Alexandre Frota (PSDB-SP), Kim Kataguiri (DEM-SP) e Joice Hasselmann (PSL-SP).

Além deles, o ato tem participação da União Nacional dos Estudantes (UNE), Associação Brasileira de Juristas pela Democracia (ABJD), Central de Movimentos Populares (CMP), Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MSTS), Coalizão Negra por Direitos e da Marcha Mundial de Mulheres.

O pacote é maior do que havia sido anunciado há algumas semanas, mas ainda encontra um grande empecilho para passar pelo legislativo: não há número suficiente de votos para que o pedido seja aceito. Apesar da baixa popularidade do presidente, o Centrão permanece funcionando como uma barreira de proteção contra Bolsonaro.

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Segundo levantamento da Agência Pública, esse é o maior número de pedidos de impeachment protocolados. Michel Temer sofreu 31 pedidos de impeachment, Dilma Roussef, 68, Luiz Inácio Lula da Silva, 37, e Fernando Henrique Cardoso, 24.

A advogada Tânia Maria de Oliveira, que assina o pedido e pertence à Associação Brasileira de Juristas pela Democracia, informou que a petição sobre o esquema de propinas na negociação de vacinas não acusa diretamente o presidente, visto que até o momento não provas de que ele sabia do ocorrido.

“Levamos muito a sério uma acusação de crime, e todos os crimes que estamos imputando ele praticou mesmo. Por exemplo: prevaricação. Bolsonaro não negou que conversou com o deputado Luis Miranda e que ele sabia. Ele deixou de investigar os fatos criminosos. Isso é prevaricação”, explicou ela. “Agora, se lá na frente ficar comprovado, nada impede que apresentemos um adendo a esse pedido.”

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