Com apenas 5 anos, o brasileiro Miro Tsai é o astrônomo mirim da Nasa que já descobriu 15 asteroides

O brasileiros foi homenageado pela agência espacial norte-americana (Nasa) e pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações

Postado em: 21-02-2022 às 16h23
Por: Augusto Sobrinho
O brasileiros foi homenageado pela agência espacial norte-americana (Nasa) e pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações | Foto: Reprodução

Miro Latansio Tsai, de 5 anos, é o mais novo brasileiro caçador de asteroides. O astrônomo mirim já foi homenageado pela agência espacial norte-americana, Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço (Nasa) e do governador de São Paulo, João Dória (PSDB) e, além disso, recebeu reconhecimento do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações.

Os asteroides são pedregulhos espaciais que orbitam o Sol. Alguns são pequenos, de até poucos metros de diâmetro, e são praticamente irrelevantes, mas também existem aqueles com mais de 10 quilômetros de uma ponta à outra, como o que acabou com os dinossauros. Por isso, existe uma Colaboração Internacional de Busca Astronômica (IASC).

No Brasil, há o projeto Caça Asteroides, que Miro faz parte. Segundo a advogada Carla, mãe do astrônomo mirim, ele sempre foi apaixonado por natureza, espaço, ciências e matemática. “Ele achava muito mais interessante investigar a natureza do que fazer as coisas que as crianças da idade dele geralmente faziam e ainda com 2 anos de idade, ele já sabia o nome de todos os planetas do Sistema Solar”, disse.

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Miro conta sobre seu passatempo em frente ao computador conferindo imagens em busca dos pedregulhos espaciais.  “Eu uso o programa [de computador] Astrometrica para analisar as imagens, que vêm do telescópio [Pan-Starrs] do Havaí. Tem que treinar, e ter uma boa visão, para conseguir achar o asteroide, e ter paciência”, explica o caçador espacial.

Os olhos atentos e curiosos já descobriram 15 asteroides. Os relatórios são revisados e validados pelo IASC e, em seguida, submetidos ao Minor Planet Center (MPC) em Harvard. Segundo a mãe de Miro, as expectativas são que, por meio da divulgação científica, o objetivo seja aprimorar a formação das novas gerações, mas destaca que isso não poderá tirar o tempo de estudos “normais” do filho.

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