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Cidades
Cidades
08/05/2016 | 06h00
Pedaladas pela história Art D’eco
Caminhada ciclística de hoje quer estimular o uso da “magrela” e o reconhecimento dos monumentos tombados pelo IPHAN

MARDEM COSTA JR.

Andar de bicicleta com segurança e, de quebra explorar o belo patrimônio Art Déco de Goiânia. Estas são as propostas do Jane’s Bike, passeio ciclístico que acontece hoje, às 9 horas, com ponto de largada no Castelinho do Lago das Rosas, Setor Oeste e chegada na antiga Estação Ferroviária, na Praça do Trabalhador. O percurso de 8 quilômetros (km), foi proposto pelo artista plástico e guia de turismo Gutto Lemes e encampada pelo Estúdio Sobreurbana, em parceria com o grupo Bike Anjo Goiânia. A Secretaria Municipal de Trânsito (SMT) fará o acompanhamento dos ciclistas.

O trajeto  passa por 20 dos 22 monumentos tombados pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) e pelo chamado “Manto de Nossa Senhora”, primeiro núcleo de habitação da capital goiana, onde estão a maior parte dos prédios do percurso. O diferencial do passeio é que estão programadas paradas para a discussão sobre o patrimônio arquitetônico da cidade. Quem nunca tiver andado ou encontrar dificuldade em pedalar com a “magrela” contará com o auxílio dos ciclistas do Bike Anjo.

A iniciativa segue a linha do Jane’s Walk, movimento global de passeios a pé para descobrir os bairros e revelar as vizinhanças da cidade, inspirado nas ideias da escritora e ativista urbana Jane Jacobs, falecida em 2006. Autora do livro “Morte e Vida de Grandes Cidades”, referência entre os profissionais e estudiosos sobre a dinâmica das cidades, Jane também deixou um importante legado. 

Inspiração

A ativista, juntamente com a comunidade, conseguiu evitar a destruição de bairros tradicionais da cidade de Nova York (EUA) nos anos 1960, freando um processo de elitização conhecido comogentrificação, apoiado por interesses políticos e econômicos. Em Goiânia o Jane’sWalk é organizado pela Sobreurbana desde 2013, e já foram realizadas sete edições, com média de 20 pessoas cada. 

O estúdio também é responsável por outras intervenções na cidade, como os parkets instalados em dois locais do Setor Marista e a Caminhada Calçada Cilada, que aconteceu no último dia 3 de abril, e teve como objetivo mapear a qualidade das calçadas de um trajeto no Setor Bueno e estimular a denúncia do mau estado delas por meio do aplicativo Cidadera.

Estímulo

A arquiteta Carol Dias acredita que o passeio de hoje, como os outros realizados tem a importância de estimular as pessoas a conhecer Goiânia com um olhar mais aprofundado. “Como dizia Jane Jacobs, para conhecer a cidade, precisamos estar na rua. Andar a pé ou de bicicleta é uma experiência única, que nos ajuda a perceber o local onde vivemos.”, assinala.

A opinião de Carol é corroborada pela ativista Gabriela Silveira, que também aponta as vantagens do hábito de pedalar para a saúde. “Nosso objetivo é estimular que as pessoas comecem utilizando a bicicleta para lazer e, paulatinamente, possam inseri-la em outras atividades, substituindo o uso do automóvel. A bike não é só um passeio saudável, como também divertido e uma oportunidade das pessoas conhecerem faces da cidade ainda não exploradas”, afirma.

Goiânia conta atualmente com 40 km de trechos cicloviários, entre ciclovias e ciclorrotas. Destas, algumas funcionam somente aos domingos, das 7 às 16 horas, enquanto outras estão sinalizadas, mas são solenemente ignoradas pelos motoristas de veículos automotores. A fiscalização fica comprometida pelo baixo número de agentes de trânsito. O prefeito Paulo Garcia pretende entregar outros 100km de vias cicláveis até o final do mandato. Se isso será realidade ou não, só o tempo dirá.

 

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