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DATA DE VALIDADE
18/03/2017 | 07h00
Estudo da UFG alerta sobre alimentos adulterados
Mais de 20 marcas de suco integral também foram estudadas e a presença de etanol nas bebidas chamou atenção

Rhudy Crysthian 

Uma pesquisa da Universidade Federal de Goiás (UFG) analisou o perfil químico de diversas marcas de queijos e sucos vendidas no Estado. O estudo, feito por meio de ressonância magnética nuclear (RMN), identificou a presença acima do permitido de substâncias utilizadas para adoçar bebidas e de etanol em sucos integrais. Os pesquisadores também simularam uma prática adotada em alguns supermercados para avaliar o processo de degradação dos alimentos.

Com a orientação do professor do Instituto de Química (IQ) da UFG, Luiz Keng, os pesquisadores avaliaram diferentes marcas de suco em pó de sabores de coloração amarela, como laranja e tangerina. Em alguns produtos, eles encontraram um teor de compostos como o ciclamato de sódio, um edulcorante que confere sabor doce aos alimentos, acima do recomendado na legislação. Partes dessas substâncias são até mesmo, de acordo com o docente, proibidas fora do país e permitidas no Brasil com restrição.

Já no estudo com néctar de frutas, foram encontradas várias adulterações. Dentre as 20 marcas analisadas, apenas duas não possuíam a quantidade de sacarose acima do que permite a legislação, que limita o acréscimo de 10% em relação à quantidade de açúcar presente na fruta. Em um dos casos analisados, o néctar apresentou uma adição de mais de 100% de açúcar referente ao permitido.

Mais de 20 marcas de suco integral também foram estudadas e a presença de etanol nas bebidas chamou atenção. Cinco delas apresentaram valores acima do teor permitido em bebidas não fermentadas, podendo ser consideradas bebidas alcoólicas. Além do etanol, os produtos também continham frutose em quantidade elevada. Esse composto, quando consumido em excesso, pode levar à resistência na produção de insulina pelo corpo.

Degradação acelerada

Na análise do queijo, foi simulado o procedimento, muito comum em supermercados, de desligar o refrigerador durante a noite e religá-lo pela manhã. Os pesquisadores utilizaram dois conjuntos de queijo embalados a vácuo e um deles ficou refrigerado durante todo o processo, dentro da temperatura ideal indicada na embalagem. O outro passou pelo processo de desligamento e religamento do refrigerador.

Os alimentos foram analisados semanalmente até a data de validade indicada no rótulo. Ao final, foi observado o perfil químico do conjunto de queijos que esteve refrigerado de forma permanente. As mesmas concentrações dos componentes verificados no primeiro grupo já estavam presentes nos que passaram pela simulação, porém, esses levaram apenas a metade do tempo. Ou seja, a prática acarretou uma grande aceleração do processo de degradação do alimento, diminuindo sua vida útil em cerca de 45%.

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