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Economia
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09/02/2017 | 06h00
Alimentos seguram a inflação de janeiro
Nos últimos 12 meses, a taxa acumulada foi de 6,04%, muito abaixo dos 14,15% registrados no ano passado

O primeiro indicador da inflação do ano de 2017 sinaliza que os preços dos produtos e serviços continuam mais contidos na comparação com as taxas registradas nesse mesmo período dos últimos 10 anos. O Índice de Preços ao Consumidor de Goiânia (IPC) variou 0,55% em janeiro, acima da taxa do mês de dezembro que ficou em 0,13%. Nos últimos 12 meses, a taxa acumulada é de 6,04%, muito abaixo dos 14,15% registrados no ano passado, de acordo com pesquisas da Gerência de Pesquisas Sistemáticas e Especiais do Instituto Mauro Borges de estatísticas e Estudos Socioeconômicos (IMB), da Secretaria de Gestão e Planejamento (Segplan).

A inflação do mês de janeiro recebeu forte pressão dos grupos de educação, que passou de 0,33% registrado em dezembro pra 7,99% e transportes que subiu de 0,52% para 0,82%. As mensalidades escolares, do ensino fundamental, tiveram reajustes de 10,59% e do ensino médio, 11,61%. A gasolina comum também aumentou 2,34%, o conserto de veículo subiu 7,84%, o etanol 3,74% e o óleo diesel, 4,17%. 

O gerente de Pesquisas Sistemáticas e Especiais do IMB/Segplan, Marcelo Eurico de Sousa, cita que, embora sete dos nove grupos que formam o IPC de Goiânia tenham apresentado resultados positivos em janeiro, com preços mais elevados, o grupo alimentação – que tem o maior peso na formação total do índice - apresentou recuo, pelo 5º mês consecutivo, o que ajudou a segurar a inflação do primeiro mês do ano.  Já o grupo da comunicação ficou estável.

Alimentação

Em janeiro, no grupo alimentação, os produtos que tiveram as maiores quedas foram o feijão carioca (-20%), o feijão preto (-3,16%), a banana maçã (-5,64%), a maçã (-12,20%), a alface (-7,77%), o alho (-3,50%), o açúcar (-2,86%), o leite longa vida (-0,98%), o frango (-1,44%), os ovos grandes/extras (-5,26%) e a carne bovina alcatra (-1,60%). A alimentação fora de casa também teve recuo com a queda de -1,25% no almoço a quilo. 

Por outro lado, a inflação de janeiro também foi influenciada positivamente pelas altas dos grupos de artigos residenciais (0,99%), a saúde e cuidados pessoais (0,61%), vestuário (0,19%), habitação (0,09%) e despesas pessoais (2,73%). Dos 205 produtos/serviços pesquisados mensalmente do IMB/Segplan, 98 apresentaram elevações, 30 ficaram estáveis e 77 tiveram variação negativa.


Cesta básica

Com a queda dos preços dos alimentos em janeiro, o custo da cesta básica para o trabalhador goiano que ganha um salário mínimo (R$ 937,00) diminuiu 2,33%, na comparação a dezembro passado, ficando em R$ 331,57.

Dos 12 itens que compõem a cesta básica sete registram queda de preço e cinco subiram.  Os vilões foram o café que aumentou 5,23% e o óleo de soja (4,05%). O pão francês teve reajuste de 1,92%, a farinha/massas, 1,16% e a margarina, 0,24%.

Já o feijão, cuja cotação esteve em alta nos últimos dois anos, chegando a subir 43, ++.61% apenas em 2016, recuou 12,46% no mês passado. As frutas também caíram 7,19%. Os outros produtos em queda, em janeiro, foram a carne bovina (-0,84%), o leite (-0,98%), o arroz (-0,35%), legumes/tubérculos (-2,27%) e o açúcar (-2,86%). (Segplan) 

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