quarta-feira, 26 de agosto de 2026
Câmara Municipal

Projeto que altera horário de sessões sofre boicote

Autor da proposta, vereador Paulo Magalhães também propõe a redução das férias, de 92 para apenas 45 dias por ano. Mudança enfrenta resistência

Sheyla Sousapor Sheyla Sousa em
Projeto que altera horário de sessões sofre boicote
Autor da proposta

Sara Queiroz/Especial para O Hoje

Por falta de quórum, a Câmara Municipal de Goiânia está com dificuldades para aprovar o projeto de Emenda à Lei Orgânica do Município de Goiânia que modifica o período de trabalho dos vereadores na Câmara de Goiânia. De autoria do vereador Paulo Magalhães (SD), o texto pede que o recesso seja reduzido de 92 dias, como ocorre atualmente, para 45, distribuídos entre os meses de julho e dezembro. 

A última tentativa de votação do projeto ocorreu na quinta-feira passada, mas teve que ser adiada por falta de quórum qualificado, que exige a presença de 24 dos 35 parlamentares. Segundo Magalhães, a matéria já foi nove vezes para votação, mas não é levada adiante por falta de parlamentares. Ele avalia que se trata de boicote à sua proposta.

O principal impasse para a aprovação do projeto eram os períodos que seriam compreendidos nos recessos. O texto original exigia que os parlamentares trabalhassem até o dia 31 de dezembro e retornassem aos trabalhos no dia 15 de fevereiro, e no meio do ano trabalhariam até o dia 15 de julho, para retorno no dia 1º de agosto. Por conta das datas referidas e acatando pedido de parlamentares, Paulo Magalhães vai apresentar hoje emenda ao próprio projeto, modificando o período de recesso parlamentar para 55 dias, compreendidos entre os dias 22 de dezembro e 2 de fevereiro, e 16 de julho a 1º de agosto.

De acordo com Magalhães, o maior problema para a aprovação do projeto é o fato de os vereadores não quererem perder os recessos em pleno ano eleitoral. “Esse ano é o ano que quase ninguém quer vir trabalhar aqui, e eles também não querem perder esse tempo extra que teriam”, declarou.

Ele diz que a Casa devia ser moralizada e que os colegas deveriam achar normal ter apenas 30 dias de férias como todo trabalhador. O presidente da Câmara, Anselmo Pereira (PSDB), também disse que preferiria que o recesso fosse realizado em apenas 30 dias, 15 em janeiro e 15 em julho, e apresentou emenda ao projeto nesse sentido, que foi rejeitada mais tarde. “Nós queremos adaptar a Câmara de Goiânia aos procedimentos do Congresso Nacional e ao Senado Federal. Temos que ter menos de 50 dias de recesso”, declarou o tucano.

Para Anselmo, o problema para a aprovação é apenas a falta de quórum qualificado, mas acredita que os vereadores vão aprovar a porposta. O presidente também criticou a dificuldade para ter quórum no plenário, até mesmo para abrir a sessão, e deu sinalizou que pode cortar o ponto dos colegas faltosos. 

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