UE e ONU pedem trégua das armas e solução polÃtica na SÃria
Após uma primeira jornada de reuniões com representantes da sociedade civil sÃria, a alta representante da União Europeia disse esperar “aprofundar a discussão polÃtica” nesta quarta
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A alta representante da União Europeia (UE) para a polÃtica
externa, Federica Mogherini, e o enviado especial da ONU na SÃria, Staffan de
Mistura, pediram nesta terça-feira (24), “por razões polÃticas e
humanitárias”, a cessação das hostilidades no paÃs após mais de sete anos
de conflito.
“Mais atividade militar não abre a via para uma solução
polÃtica, a torna mais difÃcil. Precisamos silenciar as armas por motivos
humanitários e polÃticos”, afirmou Mogherini em entrevista coletiva
conjunta com o representante das Nações Unidas, no primeiro dia da conferência
de doadores para a Sìria, que acontece hoje e amanhã em Bruxelas.
Após uma primeira jornada de reuniões com representantes da
sociedade civil sÃria, Mogherini disse esperar “aprofundar a discussão
polÃtica” amanhã (25), quando participarão 85 delegações nacionais, com
representantes da Rússia e do Irã, que não participaram da conferência do ano
passado, embora ainda não tenham confirmado quem representará suas delegações.
Mogherini ressaltou que a SÃria “não é um tabuleiro de
xadrez, nem um jogo polÃtico” e pediu o fim do “dramático
bloqueio” provocado pelo conflito “dando voz aos sÃrios, que são os
que mais sofreram com esta guerra interminável”.
Eleições supervisionadas
De Mistura, por sua vez, destacou a necessidade de a
sociedade civil sÃria fazer parte da comissão constitucional, pactuada no final
de janeiro na cidade russa de Sochi, algo que é fundamental para o processo de
paz, que ainda não recebeu o apoio de Damasco, assim como a realização de
eleições supervisionadas pela ONU.
“O certo é que todo mundo tem uma solução polÃtica
diferente, por isso precisamos trabalhar nisso. É tempo para a alta
diplomacia”, afirmou o diplomata das Nações Unidas. Ele também alertou
para a situação na provÃncia sÃria de Idlib, fronteiriça com a Turquia, e o
temor de que esta se transforme em “uma nova Aleppo ou Ghouta”, que
passaram por uma situação humanitária dramática por causa de ataques.
“Há uma necessidade de baixar a temperatura e buscar
espaço para a diplomacia. Na SÃria há uma divisão a se resolver”,
acrescentou De Mistura, que espera que os encontros de amanhã em Bruxelas, nos
quais não estão representados o governo sÃrio nem a oposição, sirvam para
“encontrar juntos uma solução polÃtica”.
A UE e a ONU pretendem superar nesta conferência a marca dos
5,63 bilhões de euros arrecadados em 2017 para dar assistência aos cidadãos
sÃrios e as comunidades de amparo aos refugiados.
Fonte: Agência Brasil e Agência EFE.