“Mulheres só menstruam se Bolsonaro deixar”, ironiza Eduardo
Em publicação no Twitter contra Tabata Amaral, filho do presidente cometeu pelo menos duas fake news
Um dos filhos do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) usou o Twitter para ironizar o veto de seu pai à distribuição gratuita de absorventes a mulheres em situação de vulnerabilidade.
“Agora mulheres só menstruam se o Bolsonaro deixar”, ironizou o parlamentar em resposta a uma publicação da deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP) com a hashtag #LivreParaMenstruar e os dizeres “Bolsonaro, me deixe menstruar”.
Eduardo tentou justificar o veto: “Essa aquisição passaria por licitação que compraria o mais barato (e em tese de pior qualidade). Assim, é melhor aos mais humildes receber esse dinheiro em forma de benefício assistencial e deixá-los escolher”.
A postagem do filho de Bolsonaro contém uma informação falsa. Nela, Tabata aparece como a autora do projeto de lei, mas, na verdade, ele foi proposto pela deputada federal Marília Arraes (PT-PE).
Além disso, Bolsonaro escreveu outra fake news, ainda em referência a Tabara. “A deputada agindo desta maneira quase infantil mais parece querer atender ao lobby de seu mentor-patrocinador Jorge Paulo Lemann, um dos donos da produtora de absorventes P&G, do que realmente conseguir um benefício ao público”, disse. Contudo, Jorge Paulo Lemann não é um dos donos da P&G.