quinta-feira, 8 de outubro de 2026
Inflação

FMI aponta perspectiva de melhorias na economia brasileira este ano, mas recuo para 2023

A estimativa é que no próximo ano a inflação aumente ainda mais, chegando a 1,4% em comparação com 2022

Jennifer Nevespor em

Ao atualizar os dados do relatório Perspectiva Econômica Global, o Fundo Monetário Internacional (FMI), percebeu estimativas de crescimento para a economia brasileira neste ano. No entanto, piorou para o ano que vem, com alertas de inflação elevada.

O FMI indicou o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil em 2022 a 0,8%, contra 0,3% previsto em janeiro. Contudo, cortou a expectativa para 2023 em 0,2 ponto percentual, com lance de expansão previsto para 1,4%.Por outro lado, existem contradições de estimativas. A projeção do Ministério da Economia aponta para o crescimento de 1,5% este ano e de 2,5% para 2023.

Além disso, o FMI prevê crescimento do Brasil menor que o resto da América Latina e Caribe. O crescimento da região está estimado em 2,5%, para este e para o próximo ano. Já de acordo com as perspectivas do grupo de Mercados Emergentes e Economias em Desenvolvimento, a previsão de crescimento é de 3,8% e 4,4 % em 2022 e 2023, respectivamente.

Segundo diz o Fundo no relatório, “o Brasil respondeu à inflação mais alta elevando os juros em 9,75 pontos percentuais ao longo do último ano, o que pesará sobre a demanda doméstica”, alertando que reduções nas estimativas de crescimento para os Estados Unidos e a China também devem impactar o cenário para os parceiros comerciais desses países na região.

A alta inflação traz grande preocupação ao Brasil, com taxa de 11% superada em 12 meses, sob o impacto do aumento dos preços dos combustíveis, nas cotações do petróleo, na esteira de ganhos e com temores de restrição de oferta no mercado internacional com a guerra na Ucrânia.

A taxa Selic foi elevada a mínima de 2% pelo Banco Central para os atuais 11,75%. Ainda, mais altas são esperadas com o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que acumulou crescimento de 11,30% nos últimos 12 meses, até março. Essa foi a maior taxa desde outubro de 2003. Além disso, o FMI também calcula a taxa de desemprego no país de 13,7% 12,9% para este e para o próximo ano, respectivamente.

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