sexta-feira, 8 de maio de 2026
Extinção

Salvando o crocodilo-do-orinoco, o maior predador dos rios da América do Sul

Um grupo de 160 exemplares da espécie endêmica das planícies da Venezuela e da Comlômbia, o crocodilo-do-orinoco, é solto no rio Capanaro.

Julia Kuramotopor Julia Kuramoto em 3 de maio de 2023
Orinoco Crocodile (Crocodylus intermedius) laying with its mouth open to regulate body heat.
Orinoco Crocodile (Crocodylus intermedius) laying with its mouth open to regulate body heat.

Um grupo de 160 exemplares da espécie endêmica das planícies da Venezuela e da Comlômbia, o crocodilo-do-orinoco, é solto no rio Capanaro. A espécie foi solta após ser criada em cativeiro como parte de um programa ambicioso para salvar este enorme predador da extinção.

O réptil pode passar dos 6 metros de comprimento e 400kg, e está em risco de extinção, segundo a União Internacional para Conservação da Natureza.

Restam apenas cerca de 100 fêmeas adultas em liberdade na Venezuela, estima a Fundação para o Desenvolvimento das Ciências Físicas, Matemáticas e Naturais, organização que levou à soltura de exemplares jovens no domingo passado.

“Fazemos uma parte, fazer o levantamento dos bichinhos, criá-los e soltá-los. Porém, daí pra frente não depende de nós, tem que haver resguardo, vigilância, controle, educação ambiental.”, declarou Federico Patin, que administra um zoológico.

O zoológico de Patin, fundado por seu pai, Leslie, é o centro de criação do projeto, juntamente com o bizinho Masaguaral.

O animal ficou à beira da extinção na primeira metade do século XX pela caça devido à sua pele cobiçada. Hoje em dia, embora proibido o comércio, ainda há ameaças: o consumo de sua carne e seus ovos e a contaminação de rios e canais.

Rancheo

“Temos um casal fértil que produz os ovos que incubamos e os filhotes que nascem no zoo. Nós nos apoiamos também no que chamam de ‘rancheo’, capturar os filhotes pequenos no rio, quando são recém-nascidos, e trazê-los”, explica Patin.

Essa é uma alternativa com bastante sucesso devido à predação no ambiente natural ser alta. Portanto, os filhotes permanecem por um ano no zoológico, antes de serem soltos.

Mias de 95% sobrevivem, ao contrário do que aconteceria em seu hábitat, onde acabam virando comida de aves, peixes e outros répteis.

Os animais, cujo ciclo reprodutivo é anual, nascem por volta de maio. Ademais, sua soltura também tem um potencial turístico, que deve ser aproveitado.

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