quinta-feira, 30 de julho de 2026
Cuidados

Aranhas causam 12% dos acidentes com animais peçonhentos

A biodiversidade e o clima tropical do país favorecem a presença de uma grande variedade de serpentes, aranhas, escorpiões e outros animais peçonhentos

Leticia Mariellepor Leticia Marielle em 2 de outubro de 2024 às 08:44
Aranhas causam 12% dos acidentes com animais peçonhentos
Aranhas causam 12% dos acidentes com animais peçonhentos. | Foto: Divulgação

Em 2023, o Brasil registrou 341.806 acidentes com animais peçonhentos, sendo 43.933 provocados por aranhas, o que corresponde a 12% do total. O Ministério da Saúde destaca que as aranhas, atualmente, são o segundo maior causador de envenenamentos por animais peçonhentos no país, atrás apenas dos escorpiões.

O ministério explica que, embora apenas três grupos de aranhas causem acidentes graves, esses animais convivem com o ser humano em ambientes como casas, quintais e parques. “Os acidentes com animais peçonhentos representam um desafio significativo para a saúde pública no Brasil. A biodiversidade e o clima tropical do país favorecem a presença de uma grande variedade de serpentes, aranhas, escorpiões e outros animais peçonhentos, cujas picadas ou mordidas podem ter graves consequências para a saúde”, afirmou a pasta.

Os soros antivenenos, como o soro antiaracnídico, são distribuídos exclusivamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Hospitais públicos, filantrópicos e privados podem oferecê-los, desde que garantam tratamento gratuito ao paciente.

O que fazer caso tenha um acidente envolvendo o animal peçonhento:

  • Procurar atendimento médico imediatamente;
  • Fotografar ou informar ao profissional de saúde o máximo possível de características do animal, como tipo de animal, cor, tamanho;
  • Se possível e, caso tal ação não atrase a ida do paciente ao atendimento médico, lavar o local da picada com água e sabão;
  • Realizar compressas mornas, que podem ajudar a aliviar a dor.

As principais aranhas causadoras de acidentes graves no Brasil:

  • Loxosceles (aranha-marrom ou aranha-violino): Esconde-se em telhas, tijolos, madeiras, atrás ou embaixo de móveis;
  • Phoneutria (aranha-armadeira ou macaca): Bastante agressiva, assume posição de defesa saltando até 40 cm de distância. Abriga-se sob troncos, palmeiras, bromélias e entre folhas de bananeira;
  • Latrodectus (viúva-negra): É encontrada próxima ou dentro das casas, em ambientes sombreados.

O que não fazer após o acidente:

  • Não fazer torniquete ou garrote.
  • Não furar, cortar, queimar, espremer ou fazer sucção no local da ferida.
  • Não aplicar folhas, pó de café ou terra para não provocar infecções.
  • Não ingerir bebida alcoólica, querosene, ou fumo, como é costume em algumas regiões do país.

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