quinta-feira, 23 de julho de 2026
Paralisação

Fundação Banco de Olhos em Goiânia suspendem atividades por atraso salarial

Desde segunda-feira (20), os procedimentos eletivos foram suspensos, e apenas casos urgentes, sem necessidade de cirurgia, continuam sendo atendidos

Micael Mourapor Micael Moura em 22 de janeiro de 2025 às 16:52
Fundação Banco de Olhos em Goiânia suspendem atividades por atraso salarial Foto: Divulgação
Fundação Banco de Olhos em Goiânia suspendem atividades por atraso salarial Foto: Divulgação

Os funcionários da Fundação Banco de Olhos, em Goiânia, decidiram paralisar suas atividades devido ao atraso no pagamento de salários. Desde segunda-feira (20), os procedimentos eletivos foram suspensos, e apenas casos urgentes, sem necessidade de cirurgia, continuam sendo atendidos. A paralisação afeta exclusivamente os serviços prestados na capital, enquanto o atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS) segue normalmente.

Crise financeira e impactos na Fundação

Segundo Paulo Renato Manso, diretor administrativo-financeiro da instituição, a decisão foi inevitável após meses de tentativas para manter as operações apesar das dificuldades financeiras. Ele atribui a crise a problemas herdados da gestão anterior. “Chega um ponto em que se torna insustentável”, afirmou.

A principal causa da crise é a falta de recursos e o atraso em repasses essenciais. Em reuniões com o secretário municipal de Saúde, Luiz Gaspar Machado Pellizzer, e o prefeito Sandro Mabel (União Brasil), ficou evidente que a Fundação enfrenta pendências nos repasses do Ministério da Saúde e na liberação de emendas parlamentares. Esses valores são fundamentais para a regularização dos salários, compra de suprimentos e manutenção dos serviços hospitalares.

Leia mais: Enfermeiros das maternidades de Goiânia encerram greve após pagamento de salários atrasados

Expectativa por repasses e retomada das atividades

Durante as reuniões, foi prometido um repasse essencial até esta quarta-feira (22). Com essa verba, a Fundação espera quitar os salários atrasados, embora a crise ainda afete outros setores. “O problema atual reflete uma dívida acumulada da gestão anterior, que agora impacta diretamente nosso funcionamento”, explicou o diretor.

Enquanto a paralisação continua, a restrição nos atendimentos preocupa pacientes e gestores públicos. “Sem recursos, não há como retomar os serviços por completo. Seguimos em diálogo com as autoridades para encontrar soluções e manter a transparência sobre a situação”, concluiu Paulo Renato.

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