Comércio

Lula convida China a usar Brasil para vender seus produtos; “Façam do Brasil uma base”

Presidente defende mais investimentos e comércio equilibrado com apoio do multilateralismo

Otavio Augustopor Otavio Augusto em 15 de agosto de 2025
Lula convida China a usar Brasil para vender seus produtos; “Façam do Brasil uma base”
Lula propõe Brasil como plataforma de exportação para indústria chinesa

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta sexta-feira (15), durante a inauguração da fábrica da montadora chinesa GWM em Iracemápolis, no interior de São Paulo, que deseja que o Brasil se torne uma base para a China vender seus produtos para toda a América Latina. A nova planta está localizada a 160 quilômetros da capital paulista.

No discurso, Lula destacou a importância da relação comercial com o país asiático e defendeu o fortalecimento do multilateralismo no comércio internacional. O presidente argumentou que o Brasil pode se beneficiar da estratégia chinesa de expandir a produção e as exportações para outros mercados.

O chefe do Executivo pediu que os empresários chineses mantenham e ampliem os investimentos no país. Segundo ele, o governo está disposto a adotar medidas que facilitem a instalação de novas indústrias e ampliem a geração de empregos. Lula também aproveitou a ocasião para criticar políticas comerciais unilaterais, sem citar diretamente países, mas em referência a declarações recentes do presidente norte-americano Donald Trump.

“Façam do Brasil uma base”, diz Lula a empresários chineses em São Paulo

“Façam do Brasil uma base e uma plataforma para venderem os produtos na América Latina. Contem com o governo brasileiro para trazer mais indústrias e gerar mais empregos”, disse o presidente aos executivos da GWM.

Lula ressaltou ainda que o Brasil oferece mão de obra qualificada e que a relação com a China será mantida de forma estratégica. Defendeu que negociações comerciais no âmbito da Organização Mundial do Comércio (OMC) sejam retomadas para garantir condições equilibradas entre países.

Em outro momento, o presidente comparou a saída de empresas tradicionais do país à chegada de novos grupos estrangeiros. Citou a retirada da Ford e da Mercedes-Benz do mercado nacional e afirmou que companhias japonesas e chinesas têm ocupado esse espaço.

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